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Itaú passa longe da crise financeira e continua a investir

O Itaú Unibanco está aproveitando a crise do país para crescer por meio de aquisições. Depois de levar no final do ano passado a Recovery, empresa de recuperação de crédito do BTG Pactual, o banco anunciou na noite de quinta-feira (29/9) a compra da fatia do BMG na sociedade que detinha com a instituição em consignado (empréstimos com desconto em folha).

Ressaltando que o Itaú ainda está negociando, com exclusividade, a operação de varejo do Citi no Brasil, na qual desbancou o Santander Brasil ao fazer uma oferta maior pelo ativo. A operação com o Citi, poderá agregar uma carteira de R$ 8 bilhões, 1 milhão e uma rede de 71 agências a instituição.

O maior apetite do Itaú para aquisições tem como pano de fundo, conforme analistas, o fato de o banco ter mais de R$ 60 bilhões de sobra de capital resultado, principalmente, da baixa demanda por crédito.

No final do primeiro semestre, o banco somava quase R$ 136 bilhões de patrimônio de referência, quase o dobro do montante mínimo requerido pelo regulador. Como consequência, seu índice de Basileia, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital, está em 18,1%, bem acima dos 11% mínimos exigidos pelo Banco Central.

A operação com o BMG reforça o apetite do Itaú por ativos de menor risco, movimento que foi bem recebido pelo mercado. Além disso, o Itaú acaba de incorporar os números do CorpBanca, como resultado da fusão das operações dos dois bancos no Chile e na Colômbia. Com esse impulso, além de ampliar a distância em ativos do seu principal concorrente, o Bradesco, para mais de R$ 100 bilhões, encostou no Banco do Brasil, que é líder em ativos na América Latina. Neste caso, a diferença, conforme balanço ao final de junho, é de apenas R$ 49 bilhões.

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