Juros das operações de crédito tem a maior taxa desde 2003
No final do primeiro semestre de 2016, as taxas de juros das operações de crédito voltaram a crescer, sendo a sétima elevação no ano e a vigésima segunda elevação consecutiva. O motivo se dá devido ao alto índice na inflação, ligado ao aumento de impostos e juros, o que leva a redução da renda familiar.
Tudo isto somado ao fato de que as expectativas para 2016 são igualmente negativas, acaba impulsionando as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência. Entretanto o Banco Central pode vir a reduzir a taxa básica de juros (Selic) nos próximos meses, contribuindo para a redução das taxas de juros das operações de crédito.
Das seis linhas de crédito pesquisadas, uma manteve sua taxa de juros no mês (cartão de crédito rotativo), duas tiveram reduções (juros do comércio e empréstimo pessoal - bancos) e três tiveram suas taxas de juros elevadas no mês (cheque especial, CDC-bancos – financiamento de automóveis e empréstimo pessoal - financeiras).
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,03 ponto percentual no mês (3,85 pontos percentuais no ano) correspondente a uma elevação de 0,37% no mês (2,56% em doze meses) passando a mesma de 8,06% ao mês (150,50% ao ano) em junho de 2016 para 8,09% ao mês (154,35% ao ano) em julho de 2016, sendo esta a maior taxa de juros desde setembro de 2003.
