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Lançamento do Comitê pela Reestatização da Embraer será no dia 15/04

No dia 15 de abril, quarta-feira, vai ocorrer o ato público de lançamento oficial do Comitê pela Reestatização da Embraer. O evento será no Auditório Franco Montoro da  Assembléia Legilativa do Estado de São Paulo, a paritir das 17 horas. A sessão foi convocada pelo deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB).

A decisão de criar o comitê foi aprovada na reunião ocorrida no dia 26 de março na sede da CTB, tendo como prioridade a luta pela reversão das demissões dos trabalhadores da categoria e retorno da empresa ao poder público.

O Comitê pela Reestatização da Embraer é composto por quatro centrais sindicais (CTB, Conlutas, Nova Central e Intersindical) e organizações dos movimentos sociais, como a Pastoral Operária, Movimento pela Ocupação das Fábricas, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, entre outras.
Lançamento oficial

Estavam presentes na reunião representantes dos movimentos estudantis, assembléia popular e trabalhadores sem teto, reafirmaram a importância de consolidar e dar visibilidade ao movimento, fazendo o debate geral para levar a questão ao conhecimento da sociedade através da imprensa.

Wagner Gomes, presidente da CTB, afirmou que o momento é de buscar apoio dos demais movimentos sociais, como também das outras centrais sindicais para que essa luta alcance todas as esferas políticas e sociais. "É importante a consolidação do comitê para que esse debate seja feito de forma ampliada priorizando os direitos dos trabalhadores" declarou Wagner Gomes.

Para os membros do comitê, ainda predomina na sociedade a simpatia em relação à iniciativa de privatização. A população tem em mente que empresas estatais geram apenas prejuízos, sem atentar para o fato de que a prioridade em uma estatal é servir à população e os trabalhadores, com tecnologias avançadas e geração de empregos. A entrega desse patrimônio público às mãos da iniciativa privada gera um prejuízo imensurável à sociedade.
Percebemos o tamanho desta perda ao citarmos o próprio exemplo da Embraer, uma empresa estratégica, construída com o suor do povo brasileiro, que foi privatizada e entregue ao capital financeiro internacional, mas que continua sendo financiada pelo governo brasileiro.

Com a desculpa da crise, a empresa vem cortando postos de trabalho. Trata-se de um falso pretexto segundo os sindicalistas, já que a empresa recebeu do BNDS, nos últimos dez anos, mais de 8 bilhões de dólares de dólares e fechou o ano de 2008 com cerca de 4 bilhões de reais em caixa.

Os dirigentes sindicais cobram do governo uma ação firme em defesa do emprego e dos trabalhadores.

Cinthia Ribas - Portal CTB

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