Lula na Bahia inaugura obras e comenta quadro eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Juazeiro, na Bahia, nesta sexta-feira (5/3) para a cerimônia de lançamento da 1ª etapa da obra do Projeto Salitre, quando foram entregues as primeiras estruturas dos lotes de terra a 255 agricultores familiares. “Toda política de irrigação tem que atender à complexidade da realidade agrícola. Temos que ter espaço para o pequeno, médio e o grande produtor; e os pequenos estarão sempre presentes e terão prioridade em nossos projetos”, destacou.
Ao lado de Dilma, Wagner e Isaac, Lula entrega lote à agricultor familiar
Ao lado do prefeito de Juazeiro, Isaac Caravalho (PCdoB), Wagner recepcionou o presidente, que chegou acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), e do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Também estiveram presentes o senador César Borges (PR) e o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), entre outras lideranças políticas.
“Este é um momento histórico, de grande importância para nós, sertanejos. Com esses cinco mil hectares entregues hoje, devem ser criados dez mil empregos diretos” comemorou Isaac Carvalho. O prefeito aproveitou a oportunidade para entregar, a Lula, o projeto do Anel Viário de Juazeiro; obra que deverá facilitar o trânsito entre o município baiano e Petrolina, em Pernambuco. “Trata-se da complementação da obra da ponte e é indispensável para este novo ciclo de desenvolvimento de Juazeiro e região”, alegou.
Campanha na Bahia
O encontro dos já anunciados oponentes na sucessão estadual baiana - Wagner e Geddel - foi alvo de comentários de Lula, que não evitou as já esperadas perguntas sobre o quadro político no estado: “Eu, sinceramente, acho que seria importante que a gente tivesse uma chapa única de toda a base aqui na Bahia. Em não havendo, vai ter a disputa política. A democracia existe, justamente, para tentar resolver esses problemas”, pontuou.
Sobre os boatos difundidos na imprensa no meio da semana, de que iria se afastar da Presidência para se engajar na campanha de Dilma, Lula foi taxativo: “Seria uma coisa descabida você imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha. E que fosse possível o presidente se afastar sendo que pode não ter, para exercer o mandato, o vice-presidente. Ou seja, não teria cabimento, não teria lógica, seria uma coisa vista de forma irresponsável com o mandato de qualidade pelo povo brasileiro”.
De Salvador,
Camila Jasmin, com informações da Ascom/Prefeitura de Juazeiro e Agências
