Marcha em defesa da integração dos povos latino-americanos
Os manifestantes buscavam também alertar os governos para a necessidade de desenvolverem alternativas para vencer a crise financeira internacional sem prejuízo aos trabalhadores, questão presente na maioria dos discursos. "Nós não temos de pagar o pato. Quem provocou a crise que a resolva", disse o vice-presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Emanoel Souza. "Somente unidos os trabalhadores têm força para lutar contra essas injustiças e exploração dos poderosos", completou Adilson Araújo, presidente da CTB-Bahia.
Após a marcha, teve ato público na praça da Sé e show da banda Ilê Ayê, Lazzo Matumbi e Jerônimo, no Pelourinho, encerrando a programação do evento.
Entidades como MSTS (Movimento Sem Terra de Salvador) e UBM (União Brasileira de Mulheres) aproveitaram para protestar contra a violência e desigualdade, direitos e respeito. Estiveram presentes também centrais sindicais como CTB, CUT, UGT e Força Sindical, os sindicatos dos Bancários, Comerciários, Químicos e Petroleiros, além da Unegro, UJS, Iapaz, Sintagri, Sindibeb entre outras entidades. (MB)
Debates - A crise financeira internacional pautou a maioria dos debates da Cúpula dos Povos, que começou na sexta-feira e terminou ontem, em Salvador. Representantes de diversas entidades sociais, de todo o continente, apontaram a integração regional como forma de superar a turbulência sem riscos.
Os dirigentes sindicais também cobraram do governo medidas para evitar que a crise respingue nos trabalhadores, provocando, sobretudo, demissão em massa. Entre as principais alternativas, aumento dos investimentos na área social, combate ao desemprego e estímulo à distribuição de renda.
O evento também considerou a crise produto do neoliberalismo e parte de um processo econômico que se agravou nos últimos anos, cujos maiores responsáveis são os especuladores e as grandes multinacionais.
SEEB-BA
