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Marcha marca Dia Internacional contra as monoculturas de árvores

Começou ontem (14) a II Marcha Campo-Cidade por Soberania Alimentar e Direito à Cidade, em Jacaraípe, no Espírito Santo. A manifestação, organizada pela Via Campesina e pela Rede Alerta contra o Deserto Verde, segue até o dia 21 de setembro, Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, criado por sugestão da Rede Alerta contra o Deserto Verde. Além do Brasil, manifestantes da Índia e da África do Sul também programam atividades.

Agricultores, quilombolas e indígenas, além de militantes da Grande Vitória vão participar das atividades. Durante a marcha, haverá debates sobre diversos temas, como meio ambiente; migração; escola, comunidade e participação política; questão portuária - monoculturas e a questão da terra no Espírito Santo; valorização do lugar - participação política; habitação popular - preço dos alimentos - desemprego -precarização do trabalho - salários, violência urbana.


No texto da convocatória para a marcha, há uma reflexão sobre o atual desenvolvimento levado a cabo no estado do Espírito Santo: "Por que um estado que abriga tantas empresas, produz fome, miséria, pessoas sem terra e sem moradia, desempregados, violência urbana e devastação da natureza? Para onde vão nossas riquezas naturais exploradas pela Vale, CST, Aracruz Celulose e Samarco?".

A convocatória segue criticando a atuação dessas empresas que exploram os recursos naturais e sociais da região, como a água e a mão-de-obra: "Por que os governos bancam grandes obras e doam terras às indústrias estrangeiras, ignorando as condições dos camponeses, quilombolas e indígenas expulsos de suas terras, sem os destinar nenhuma política pública? Por que os movimentos sociais que lutam pelos direitos fundamentais do ser humano são tratados como criminosos? Por que a maioria da população carcerária é constituída por negros(as) e pobres?".

A marcha pretende denunciar o uso dos recursos naturais brasileiros que são transformados em lucro para empresários. "As empresas estrangeiras ao utilizarem enormes extensões de terra para o cultivo do eucalipto e da cana provocam o aumento do preço e a falta dos alimentos na mesa da população. Marchamos por acreditar que habitar, comer e viver com dignidade constituem-se no direito fundamental de todos os povos", afirmam.

"Marchamos pelo direito de permanecer em nossa terra e de produzirmos alimentos para a população! Contra o aumento do preço dos alimentos, enquanto as empresas estrangeiras se beneficiam de nossa terra, água e do lucro que aqui exploram! Marchamos pela Soberania Alimentar! Marchamos contra a discriminação e a violência urbana! Pelo direito à moradia, pela circulação nas cidades, por uma alimentação adequada, por educação e saúde de qualidade e para todos(as)! Pelo direito à cidade"! Pelo direito à terra!", finalizam.


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