Marco regulatório para uso da internet começa receber sugestões de internautas
O
marco será criado por meio de projeto de lei, cujo texto será elaborado
a partir de sugestões da população. As discussões serão feitas pelo
site www.culturadigital.br/marcocivil.
Segundo o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça,
Pedro Abramovay, o marco se restringirá a tratar das responsabilidades
de provedores e usuários, para regulamentar direitos fundamentais como
a privacidade e a liberdade de expressão, sem entrar nas áreas dos
crimes cibernéticos, direitos autorais ou da regulamentação de
telecomunicações.
Abramovay disse que hoje não há regras para a relação entre pessoas e
provedores na internet. Como exemplo, citou o caso de uma artista que
percebeu que sua privacidade estava sendo afetada por um vídeo no site
do YouTube e, por isso, a Justiça determinou que a página com o vídeo
fosse retirada. Segundo ele, caso houvesse um marco regulatório, talvez
não fosse necessário retirar a página, mas apenas o vídeo em que a
artista aparecia.
O secretário afirmou ainda que hoje as decisões judiciais sobre os
casos de desrespeito à privacidade ou à liberdade de expressão não têm
uma lei para seguir e, portanto, cada juiz decide de forma aleatória.
“O marco dá um norte para a Justiça, para que as decisões possam ser
parecidas. E tanto o usuário, quanto o provedor e aquele que vai
investir na internet vai conhecer o terreno que está pisando”, disse.
Segundo Abramovay, as pessoas poderão dar sugestões ao projeto de lei
pelos próximos 45 dias. Em seguida, a partir das sugestões, será
elaborado o texto de um anteprojeto e divulgado pela internet para
discussões, por mais 45 dias. A expectativa é de que o projeto de lei
comece a tramitar no Congresso Nacional já no primeiro semestre do ano
que vem.
Agência Brasil
