Médicos da Bahia conquistam acordo, mas mantêm estado de greve
Pela proposta do governo, a aplicação do PCCV se dará em duas etapas. Uma com início neste ano e outra no ano que vem. Em 2015, haverá a primeira aplicação do processo de progressão de carreiras e, no próximo ano, o de promoção para novos cargos dentro da estrutura da Saúde estadual. “São 4 anos de implantações de processos que vão impactar em ganhos financeiros reais acima da inflação”, explicou o secretário.
Após a apresentação do Plano pelo secretário Solla, os médicos fizeram diversas perguntas buscando esclarecimentos. Durante mais de três horas de debates, as divergências foram explicitadas. O próprio secretário declarou que este não é o plano ideal, mas o que é possível neste momento. Apesar de conter avanços que beneficiam aposentados e municipalizados, não ocorreu a inclusão dos médicos auditores no PCCV.
Certo de que a luta da categoria e do Sindimed trouxe resultados positivos, o presidente do Sindimed-BA, Francisco Magalhães, afirmou que a proposta foi levada à categoria e que mesmo havendo consenso, os médicos decidiram manter o estado de greve até que o PCCV vire Lei. “Temos um entendimento e o esforço foi feito por parte do conjunto das entidades médicas”, afirmou.
Negociação
O acordo foi negociado em uma reunião ocorrida na Governadoria entre o Sindicato dos Médicos, o governador Jaques Wagner e secretários, no fim da tarde desta terça-feira. A conversa avançou na direção de um acordo pleno nas reivindicações da categoria.
Aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), por exemplo, está há 30 anos na fila dos desejos dos médicos do estado. Entretanto, o pedido de antecipação da 2ª parcela do reajuste acertado em 2012 está programada para ser liberada em abril de 2014, mas o desejo dos médicos era que ela fosse antecipada para o mês de janeiro, o que, segundo Magalhães, daria um “conforto” para discutir junto à categoria.
Fonte: Sindimed-BA via Portal CTB
