Mínimo valorizado é uma conquista e alavanca economia
Desde 1º de janeiro o salário mínimo nacional passou a ter o valor de R$ 510, em mais um reajuste conquistado pela política de valorização resultante das sucessivas marchas dos trabalhadores a Brasília.
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) o reajuste de 9,68% no salário mínimo, que passou de R$ 465 em fevereiro de 2009 para R$ 510 em janeiro de 2010, provocou um aumento real na ordem de 6,02%, uma vez que o INPC apurado de fevereiro a dezembro de 2009 chegou a 3,45%.
Ainda de acordo com o Dieese, apenas neste ano serão injetados R$ 26,6 bilhões motivados apenas pelo aumento em R$ 45 nos salários de 46,1 milhões de pessoas no país, que têm seus ganhos referenciados no salário mínimo. Para ter ideia do montante que alavanca a economia, basta verificar que o orçamento da cidade de São Paulo para este ano é de R$ 27,8 bi. Os reajustes acima da inflação do salário mínimo são importantes não apenas para quem recebe, mas também para o país que conseguiu enfrentar a crise do ano passado também graças a essa política de distribuição de renda.
As primeiras marchas da classe trabalhadora, nos anos de 2004, 2005 e 2006, garantiram reajustes importantes no salário, mas foi na jornada de 2007 que se assegurou uma política de longo prazo para determinar os reajustes permanentes do salário mínimo. Pelo acordo entre o governo, a CUT e demais centrais sindicais, o valor do salário mínimo é calculado a partir do repasse da inflação do período, mais a variação real do PIB (Produto Interno Bruto), além da antecipação da data-base de sua correção todo ano até chegar ao mês de janeiro. Esse formato vale até 2011. A Medida Provisória 474, de 23 de dezembro de 2009, estabelece essas diretrizes de valorização até 2023.
