Morre em Salvador o historiador Ubiratan Castro

Ubiratan tinha 64 anos e desde 2007 dirigia a Fundação Pedro Calmon (FPC), entidade ligada à Secretaria de Cultura do Esatdo (Secult-BA). O professor é também um dos fundadores do Centro de Estudos Afro Orientais (Ceao), foi presidente do Conselho para o Desenvolvimento das Comunidades Negras de Salvador (CDCN)e assumiu a Fundação Palmares durante a gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura.
A ex-vereadora Olívia Santana (PCdoB), que também faz parte do movimento negro e era amiga pessoal do historiador, lamentou a morte. “É uma perda irreparável. Ele era uma fonte do conhecimento, uma figura especial para todos nós, principalmente para o povo negro do Brasil e da Bahia. Ainda estou muito sentida com a notícia”, disse a comunista.
Formado em História pela Universidade Católica de Salvador e em Direito pela UFBA, Castro fez mestrado em História pela Université Paris X-Nanterre e doutorado Université Paris IV-Sorbonne. Ocupava a cadeira de número 33 da Academia de Letras da Bahia (ALB).
Foram publicados por Ubiratan Castro os livros "A Guerra da Bahia", "Salvador Era Assim - Memórias da Cidade e Sete Histórias de Negro" e "Histórias de Negro".
O enterro do historiador está previsto para acontecer na manhã de sexta-feira (4), após a chegada dos filhos de São Paulo. O local ainda não foi informado.
De Salvador,
Erikson Walla
