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Morre José Ibrahim, líder sindical que liderou oposição à ditadura em 1968

Morreu, nesta quinta-feira (2), o sindicalista José Ibrahim, de 66 anos, líder, com apenas 19 anos, da greve de Osasco em 1968, à frente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Osasco, um dos primeiros movimentos de resistência à ditadura militar (1964-1985), quando a cidade era o centro metalúrgico nevrálgico do país.

O corpo passa por autópsia e deverá ser velado na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro acontece nesta sexta-feira (3) no cemitério Bela Vista, em Osasco.

Ibrahim assistiu a um jogo de futebol pela televisão na noite de quarta-feira (1º) e depois foi para seu quarto. A mulher e o filho saíram para trabalhar pela manhã e o deixaram dormindo. O corpo do sindicalista foi encontrado pela família no início da tarde.

joseibrahim

Ex-integrante do PT, Ibrahim ocupava atualmente a Secretaria de Formação Política da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

O Partido Social Democrático (PSD) publicou em seu site nota de luto pela morte do sindicalista, um dos coordenadores do PSD Movimentos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Ibrahim.

"Em 1968, ainda jovem, José Ibrahim atuou para organizar os trabalhadores de Osasco e, defendendo seus ideais, enfrentou a prisão e o exílio. De volta ao Brasil, ajudou a fundar o PT e seguiu militando no movimento sindical até o fim de sua vida. Neste momento de perda, estendemos nossa solidariedade para todos os amigos e parentes de José Ibrahim", diz a nota, assinada por Lula e dona Marisa.

Após a greve de Osasco, Ibrahim foi demitido sem receber pelos direitos, passou a viver como clandestino e entrou para a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Preso, foi torturado e mais tarde integrou o grupo de 15 presos políticos trocados pelo embaixador dos EUA Charles Burke Elbrick em setembro de 1969. Ele viveu dez anos no exílio.

G1


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