Morre o sociólogo baiano Gey Espinheira

Natural de Poções, no interior da Bahia, Carlos Geraldo D'Andrea Espinheira, 62 anos, era graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também se tornou mestre, e doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo. Atualmente era pesquisador do Centro de Recursos Humanos e professor adjunto da UFBA.
Para o deputado estadual Javier Alfaya, Gey Espinheira era um exemplo de intelectual, que ia além das pesquisas teóricas. "Ele se preocupava em intervir para melhorar a vida da sociedade. Era também muito requisitado pelos movimentos sociais para falar, principalmente da questão do combate à violência. Ele fará uma enorme falta para todos nós", lamentou.
As pesquisas de Gey tinham como principais temas: direitos humanos, violência, democracia, cidadania e educação. Líder do Grupo de Pesquisa "Cultura, cidade e democracia: sociabilidade, representações e movimentos sociais urbanos", era autor de diversos livros e artigos, sendo o mais recente: "Os limites do indivíduo: mal-estar na racionalidade, os limites do indivíduo na medicina e na religião".
Com o romance "Relógio da Torre" foi o vencedor no gênero na 2ª Edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras da Editora, da Universidade Estadual de Santa Cruz. Em 2008, pela editora da EDUFBA, publicou Metodologia e prática do trabalho em comunidade e Sociedade do Medo. Nos últimos meses, Gey atuou, também, como consultor do Planejamento Estratégico Participativo de Ação do Centro de Formação do Projeto Axé.
Da redação local,
Com agências.
