Movimento sindical deve estar na mesa da governança global, afirma Diretor da OIT no Brasil
“A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o movimento sindical devem estar na mesa da governança global, não apenas como convidados, mas como atores e participantes ativos para promover a recuperação da economia”, afirmou o Diretor Adjunto da OIT no Brasil, Stanley Gacek, durante a abertura do 25º Encontro Nacional dos SENALBAS. O evento reúne dirigentes dos Sindicatos dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional de todo o país.
Segundo ele, o fortalecimento das organizações sindicais vai
contribuir com o desenvolvimento econômico. “Mais negociação coletiva e
maior crescimento da massa salarial representam uma via para ampliar o
crescimento econômico com distribuição de renda”, disse.
O Diretor da OIT explicou que as instâncias legislativas dos
países membros da OIT devem aprovar medidas de proteção ao movimento
sindical, bem como sanções contra atos de discriminação e contra a
ingerência do Estado ou de empresas na organização sindical. “A proteção
tem de atingir não apenas as lideranças sindicais, mas também os
trabalhadores que estão buscando organizar seus sindicatos”, completou.
O Diretor Adjunto da OIT lembrou que o Brasil assumiu o
compromisso com a Agenda Nacional de Trabalho Decente em 2006 e essa
ação foi seguida por vários Estados. “O país foi pioneiro no
enraizamento do trabalho decente”, disse Gacek, lembrando a realização
da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente, em agosto
último.Alguns dados comprovam esta realidade. Entre 2003 e 2009, 30
milhões de pessoas saíram da pobreza. Nos últimos nove anos foram
gerados mais de 17 milhões de empregos no país.
Outro fator importante é que o rendimento médio do salário mínimo
real dos trabalhadores cresceu 53,7% no mesmo período. “Isto revela um
compromisso do país com o trabalho decente”.
ONU Brasil
