MP proposta por Temer rasga CLT e fortalece recessão no país
O presidente sem voto, Michel Temer, segue sua ofensiva contra a classe trabalhadora. Depois da PEC 55 (Proposta de Emnda à Constituição que corta os investimentos nos setores sociais, congela os salários dos servidores públicos e promoverá o sucateamento de diversos serviços) e a reforma da Previdência, agora a mira é a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).
Por meio de Medida provisória (MP), que que institui o Programa Seguro e Emprego (PSE), Temer irá acelerar a perversa reforma trabalhista e vai incluir artigo que altera a CLT, para permitir que o acordado entre empresas e sindicatos possa prevalecer sobre o legislado. Além disso, a gestào golpista quer impor a criação do contrato por horas trabalhadas com jornada móvel (intermitente).
Com a medida, direitos como férias anuais e jornada de trabalho serão destruídos. Pela MP, As férias poderão ser negociadas e parceladas em 3 vezes e a jornada de trabalho também será flexibilizada. A ultratividade também entrará no pacote.
As centrais sindicais já tiveram acesso ao texto e se manifestaram de forma contrária e avisaram que haverá luta em defesa dos direitos.
Medidas que alimentam a recessão
Nota técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) publicada a última quinta-feira (15) criticou todas as medidas adotadas pela gestão Temer. De acordo com a nota, as medidas “não serão capazes de impulsionar a atividade produtiva".
Para o Dieese, o Brasil está indo na contramão de suas necessidades. "O que precisamos é de um conjunto de iniciativas que mobilizasse investimentos e retomasse o consumo interno, um Estado assumindo papel de indutor da economia. Porém, no lugar, Temer oferece um receituário que não dará conta dos desafios do país", defendeu o Departamento.
Haverá luta, avisa CTB
"Sob o falso discurso da retormada, as propostas do presidente sem voto só alimentam a recessão que esse mesmo grupo, que está no Palácio do Planalto, criou. Depois da reforma fatiada do Supremo Tribunal Federal (STF), que atacou o direito de greve e a desaposentação, por exemplo, agora Temer impõe uma Medida que rasga a CLT. Tal medida pavimentará o ambienta para um tempo de escravização moderna", avaliou o presidente da CTB, Adilson Araújo, ao criticar o texto.
Araújo destacou que, desde que tomou de assalto o Palácio do Planalto, Temer impõe um cardápio indigesto para todo o país. As medidas tomadas pelo governo sem voto só potecializam a recessão que toma conta do Brasil nesse momento.
“Nós levamos 70 anos para conseguir uma cesta básica de direitos. E é lamentável que fruto do golpe em pouco mais de 200 dias tenha se praticado mais de 500 medidas que penalizam brutalmente a tão sofrida classe trabalhadora", externou o presidente da CTB. E emendou: "Haverá luta e resistência. Como em outros momentos de nossa história, a classe trabalhadora não ficará calada, enfretaremos essa onda ultraliberal que quer saquear nossas conquistas", avisou o dirigente.
Na mesma linha, o advogado Magnus Farkatt, assessor jurídico da CTB, acrescentou que a proposta representa mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
“O perigo é, numa conjuntura recessiva como essa que vivemos, os patrões se darem ao luxo de não fazerem a convenção coletiva, garantindo os direitos anteriormente compactados. O empregador vai ter direito para negociar e estabelecer as bases da negociação. Isso pode rebaixar o patamar das conquistas que existem hoje, que se elevou muito ao longo dos últimos 12 anos”, afirmou Farkatt, ao comentar o ponto da MP que pode liberar a ultratividade.
Portal CTB.
