MST convoca ato contra criminalização dos movimentos sociais
O
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) lançou convite
público para um ato em defesa da Reforma Agrária e do MST, contra a
grilagem de terras públicas e contra a criminalização dos movimentos
sociais. O ato é uma resposta aos ataques que o movimento vem sofrendo
no parlamento e nos grandes veículos de comunicação, especialmente após
a divulgação televisivade imgem de militante do MST passando com um
trator sobre laranjais da empesa Cutrale em terras da União griladas.
O
MST divulgou nesta semana mensagem eletrônica convocando "diversos
setores da sociedade" para um ato, nesta quinta-feira (29/10), em
solidariedade ao próprio movimento, que sofre ataques sincronizados da
imprensa e do parlamento, em defesa da Reforma Agrária, contra a
grilagem de terras públicas (em referêcia à Cutrale) e contra a
criminalização dos movimentos sociais.
A manifestação é convocada na região de Iaras,com concentração às 10
horas, na Escola Popular Rosa de Luxemburgo (sede da antiga Fazenda
Agrocentro). De lá, os manfestantes vão para o ato, que se realizará na
área social do assentamento Zumbi dos Palmares, às 14 horas.
Confira a íntegra da convocatória:
"O Movimento dos trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) vem a público convidar diversos setores da sociedade para participarem de um ato em defesa da Reforma Agrária e do MST, contra a grilagem de terras públicas e contra a criminalização dos movimentos sociais.
As diferentes reações, manobras político-midiáticas, e a articulação da bancada ruralista para a criação da CPI com o objetivo de criminalizar o MST desencadeados a partir da ocupação da Fazenda Capim, explorada ilegalmente pela Empresa Cutrale, gerou uma série de questionamentos e dúvidas em relação à Reforma Agrária e ao MST. Embora tenhamos nos posicionado publicamente por meio de notas e declarações, decidimos construir na região de Iaras, uma atividade com amigos, apoiadores da nossa Luta, com o objetivo de denunciar a utilização de terras públicas por diversas empresas privadas, como a Cutrale (laranja), Luarte, Eucatex, Luacel (eucalipto e pinus) entre outras.
O MST está presente na região desde de 1995. Hoje 350 famílias estão assentadas, fruto da luta do MST, no entanto outras 450 famílias permanecem acampadas em luta exigindo do Incra e do Governo Federal retomar das empresas privadas as terras públicas para fins de Reforma Agrária.
Convidamos a todos/as a participarem deste ato, no dia 29 de outubro de 2009.
A
concentração será as 10:00 horas, na Escola Popular Rosa de Luxemburgo
(sede da antiga Fazenda Agrocentro), de onde sairemos para o ato, que
se realizará na área social do assentamento Zumbi dos Palmares, as
14:00 horas.
Orientação de como chegar:
Rodovia Castelo Branco, no Km 280,
logo após o pedágio, a direita antes do Posto Taquarí, possui uma
estrada de terra, seguir reto até encontrar o Assentamento Zumbi dos
Palmares(cerca de 17 Km).
A partir daí, a orientação é seguir para
a Escola Rosa de Luxemburgo, para a concentração, a estrada será
identificada com placas da Escola (cerca de 15 a 20 Km).
Faremos também um almoço e na parte da tarde seguimos para a realização do Ato".
Fonte: Vermelho com MST
