Mulheres no mercado formal têm mais tempo de estudo do que homens
Segundo a pesquisa, as mulheres ocupadas de 16 anos ou mais de idade apresentam uma escolaridade média superior à dos homens, em mais de um ano, tanto no trabalho formal quanto no informal. Nas regiões Norte e Nordeste, as mulheres apresentaram as maiores médias de anos de estudo no mercado formal e, em contrapartida, as menores no trabalho informal.
O IBGE ressalta, porém, que a interpretação do resultado "merece certo cuidado", pois não significa que essas regiões tenham maior escolarização média. "No caso do emprego formal, como essas regiões apresentam baixa formalização, pode-se afirmar que as mulheres mais qualificadas estão no emprego formal. Isto é, dada a reduzida oferta de postos de trabalho formais nessas duas regiões, a competição faz com que esses postos sejam ocupados pelos mais qualificados."
Na avaliação do instituto, os dados refletem a baixa qualificação de parcela da população. "Dado que essas regiões concentram a maior parcela de trabalhadores informais - principalmente no Nordeste - e apresentam as menores médias de anos de estudo, tal resultado é reflexo, de um lado, da maior oferta de empregos precários, e, de outro, da baixa qualificação da população", ressalta a pesquisa do IBGE.
Fonte: Agência Brasil
