Mulheres perderam 11 mil postos de trabalho em 2017
De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o número de vagas de trabalho formal para mulheres caiu mais de 11 mil no primeiro semestre deste ano, enquanto que para os homens houve criação de postos.
A enorme diferença, acontece porque a maior parte dos novos empregos vieram da agricultura, afirma Vagner Bessa, da Fundação Seade. "É o setor agropecuário que responde bem, e nele a predominância da força de trabalho é masculina."
Outras áreas, como comércio e indústria da transformação, perderam postos. "Os números nesses setores estão péssimos e precisam melhorar para que haja um equilíbrio na criação de vagas entre gêneros, pois não são funções masculinizadas como agricultura", diz George Sales, economista da Fipecafi.
Os salários iniciais (de contratação) das mulheres continuam 10% mais baixos do que o dos homens, mas ambos tiveram altas (o delas, de 4,25% e o deles, 3,2%).

