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Mundo precisará de 90 milhões de empregos contra crise

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, OIT, Juan Somavia, pediu a criação de um pacto global para enfrentar o que descreveu de crise prolongada e severa. Ele afirmou que o problema deverá gerar um aumento maciço da taxa de desemprego e pobreza. Somavia apresentou, na terça-feira (24), o lançamento do relatório "Crise Financeira e Econômica: Trabalho Decente como Resposta".

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Segundo o documento, serão necessários 90 milhões de novos empregos, nos próximos dois anos, para absorver novas entradas no mercado de trabalho.

Em crises anteriores, a recuperação do mercado trabalhista só se deu após, pelo menos, quatro anos. A OIT revela que os países africanos serão afetados pela queda dos preços das matérias primas, redução de investimentos estrangeiros diretos e fluxos de capitais privados.

Já na América Latina, o preço de mercadorias como petróleo e outras commodities também deve se reduzir devido à recessão.

A possibilidade de queda no preço de metais como zinco e chumbo podem afetar países como Brasil, África do Sul e Austrália.

Fonte: ONU
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