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Na Bahia, greve acaba na rede privada e continua na pública

Em assembleia na noite desta quarta-feira (26/9), em Salvador, os bancários da base do Sindicato da Bahia decidiram pela aceitação da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos – Fenaban, acabando assim com a greve nos bancos privados.

 

Nos bancos públicos, a situação foi bem diferente. Os empregados decidiram manter as atividades paralisadas no Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste. Na Caixa, a continuidade da greve foi aprovada pela maioria esmagadora. No BB, a votação foi apertada. Foram 146 votos a favor da permanência da paralisação e 118 contra. O BNB também segue com portas fechadas na capital e no interior.

 

“A greve continua, porque os bancos públicos sequer aceitaram discutir questões específicas do funcionalismo, como a isonomia entre antigos e novos funcionários. Eles também se recusaram a aplicar o reajuste de 8,5% nos pisos, conforme proposta apresentada pela Fenaban”, explicou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza.

 

Uma nova assembleia foi marcada para esta quinta-feira ( 27/9), às 18h30, no Ginásio de Esporte dos Bancários, nos Aflitos, em Salvador.

 

Greve forte

 

Foi a mobilização dos bancários que forçou a Fenaban e os bancos públicos  a apresentar uma nova proposta à pauta de reivindicações da categoria. Na Bahia, o movimento foi crescendo ao longo dos nove dias de paralisação, chegando a 770 agências fechadas nesta quarta-feira.

 

Foram 456 agências fechadas na base do Sindicato da Bahia; 60 em Conquista; 33 em Feira; 22 em Ilhéus; 30 em Irecê; 22 em Jacobina; 25 em Jequié;30 em Itabuna, 13 em Camaçari, 55 em Barreiras e 24 em Juazeiro. 

 

 

Confira a proposta da Fenaban, que foi aprovada pelos bancários da rede privada:

 

Reajuste - 7,5% (aumento real de 2,02% pelo INPC).

 

Piso - R$ 1.519 (reajuste de 8,5%, o que significa 2,95% de ganho real).

 

Piso de Caixa - R$ 2.056,89(Salário de ingresso 1.519,00 + Gratif. Caixa 365,20 + outras verbas de Caixa 172,69) o que repercute um reajuste de 8,24%, representa 2,70% de aumento real), incluindo as verbas de caixa.

 

Auxílio-refeição - R$ 472,15 por mês (R$ 21,46 por dia), o que representa reajuste de 8,5%.

 

Cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação - R$ 367,90 (reajuste de 8,5%).

 

PLR - Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54.

 

 

PLR adicional - 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%).

 

Antecipação da PLR - 54% do salário mais valor fixo de R$ 924,00, com teto de R$ 5.048,60 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540,00.

 

A antecipação da PLR será paga até dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva e a segunda parte até 1º de março de 2013.

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