Norte e Nordeste concentram maior índice de estudantes fora da faixa etária
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado do Pará, o governo está desenvolvendo “ações de curto, médio e longo” prazo para resolver o problema. Uma delas é o projeto de aceleração nas escolas da rede estadual que promove a reorganização dos estudantes no período de três anos para correção de fluxo.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação de Sergipe disse que reconhece a alta taxa de distorção idade-série no estado e afirma que o problema é causado pelos “índices elevados de reprovação e abandono”. O órgão também destacou que desde 2005 já desenvolve um programa para correção de fluxo e está investindo em projetos que “causem impacto direto na gestão da sala de aula”, mas que os resultados “não aparecem de imediato”. A Secretaria de Educação da Bahia foi procurada pela Agência Brasil, mas não se manifestou sobre o problema até a publicação desta matéria.
Pela legislação que organiza a oferta do ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos que não estão na série adequada registrou leve alta. A taxa passou de 22,1% no ensino fundamental, em 2008, para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008 e foi e chegou a 34,5% no ano passado.
Na outra ponta, o estado com a menor taxa de distorção idade-série no ensino fundamental é São Paulo: 8,4% dos alunos desta etapa não cursam a serie adequada a sua idade. Em seguida aparecem Paraná (14,8%) e Santa Catarina (15,2%). As três unidades da federação também têm os menores índices no ensino médio, sendo os estudantes catarinenses os com melhor resultado: 16,4% estão atrasados na escola.
Confira as taxas de distorção idade-série por estado:
Ensino fundamental
|
São Paulo |
8,40% |
|
Paraná |
14,80% |
|
Santa Catarina |
15,20% |
|
Distrito Federal |
17,90% |
|
Mato Grosso |
18,30% |
|
Minas Gerais |
19,30% |
|
Espírito Santo |
20,60% |
|
Goiás |
21,70% |
|
Rio Grande do Sul |
22,60% |
|
Roraima |
22,80% |
|
Tocantins |
22,80% |
|
Ceará |
25,50% |
|
Rondônia |
26,90% |
|
Mato Grosso do Sul |
27,00% |
|
Amapá |
27,10% |
|
Rio de Janeiro |
28,00% |
|
Acre |
29,10% |
|
Pernambuco |
29,70% |
|
Maranhão |
30,50% |
|
Rio Grande do Norte |
31,10% |
|
Paraíba |
34,50% |
|
Piauí |
34,80% |
|
Alagoas |
35,40% |
|
Amazonas |
35,80% |
|
Sergipe |
37,90% |
|
Bahia |
38,10% |
|
Pará |
39,90% |
Ensino médio
|
Santa Catarina |
16,40% |
|
São Paulo |
18,10% |
|
Roraima |
23,50% |
|
Paraná |
23,90% |
|
Espírito Santo |
25,10% |
|
Distrito Federal |
29,40% |
|
Rondônia |
30,30% |
|
Rio Grande do Sul |
30,50% |
|
Minas Gerais |
31,30% |
|
Mato Grosso do Sul |
33,10% |
|
Goiás |
33,60% |
|
Tocantins |
34,20% |
|
Ceará |
34,70% |
|
Mato Grosso |
35,50% |
|
Acre |
36,30% |
|
Paraíba |
41,70% |
|
Amapá |
42,60% |
|
Rio de Janeiro |
43,50% |
|
Rio Grande do Norte |
45,40% |
|
Maranhão |
48,30% |
|
Pernambuco |
49,10% |
|
Alagoas |
49,40% |
|
Bahia |
49,70% |
|
Amazonas |
51,00% |
|
Sergipe |
51,60% |
|
Piauí |
56,70% |
|
Pará |
59,20% |
