Nota técnica do Dieese afirma que reajuste salarial não alimenta a inflação no país
No início desta semana, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nota técnica sobre a inflação e as campanhas salariais, na qual afirma que "os trabalhadores não devem aceitar que os custos do combate à inflação lhes sejam transferidos, especialmente se considerado o bom desempenho do mercado de trabalho". O documento, divulgado para servir de subsídio aos sindicatos cujas categorias têm data-base no segundo semestre deste ano, como no caso dos bancários, diz com todas as letras que reajuste salarial não alimenta a inflação.
Neste particular, o Dieese afirma que a recente alta inflacionária está ligada diretamente a questões externas e a aumento de preços de alguns produtos agrícolas circunscritos. Acrescenta, no entanto, que essa tendência, apesar dos argumentos levantados por setores empresariais, com ampla repercussão na mídia, está perdendo força e não pode ser impeditivo para que os trabalhadores reivindiquem aumentos reais de salários.
Em sua nota técnica, o Dieese deixa claro que aumento de salário não representa risco para a inflação. O documento frisa que "conquistar reajustes é a melhor maneira de os trabalhadores se protegerem da transferência direta de renda para os setores que são credores da dívida pública interna", provocada pelo receituário do Banco Central, com o amargo remédio do aumento da taxa básica de juros.
Os maiores beneficiários dessa opção de política econômica, que restringe o desempenho econômico e que poderá ter repercussão negativa sobre o mercado de trabalho e sobre as negociações salariais nos próximos meses, são os bancos, as empresas, os fundos financeiros e as pessoas físicas de renda alta que possuem títulos da dívida pública.
Diante desse cenário, as medidas sugeridas pelo Dieese para que os sindicatos levem em conta nas negociações coletivas são as seguintes: reposição da inflação entre as datas-bases e negociação de aumentos reais de salários, valorização dos pisos salariais das categorias (proteção aos menores salários), utilização de índices que reflitam a variação dos alimentos para correção dos benefícios ligados à alimentação (vale-refeição ou alimentação - cesta básica), ampliação da adoção desses benefícios nos acordos coletivos e abonos salariais que protejam os trabalhadores de menores salários.
A nota técnica do Dieese defende ainda a participação dos sindicatos no debate público sobre o combate à inflação, contemplando medidas propositivas que visassem a estabilização dos preços e a proteção dos rendimentos por meio da ampliação da produção. Entre as medidas sugeridas estão o incentivo e proteção à agricultura familiar produtora de alimentos, a estabilização de preços através da elevação da oferta de bens e serviços (incluindo alimentos), a ampliação das taxas de investimento (notadamente público) para garantir a infra-estrutura necessária ao desenvolvimento sustentado da economia, a rediscussão do papel institucional do sistema financeiro com vistas a ampliar o papel do crédito produtivo no Brasil e a presença do movimento sindical em espaços institucionais de decisão da política econômica, a exemplo do Conselho Monetário Nacional (CMN), onde são estabelecidas metas de inflação no regime atual.
Neste particular, o Dieese afirma que a recente alta inflacionária está ligada diretamente a questões externas e a aumento de preços de alguns produtos agrícolas circunscritos. Acrescenta, no entanto, que essa tendência, apesar dos argumentos levantados por setores empresariais, com ampla repercussão na mídia, está perdendo força e não pode ser impeditivo para que os trabalhadores reivindiquem aumentos reais de salários.
Em sua nota técnica, o Dieese deixa claro que aumento de salário não representa risco para a inflação. O documento frisa que "conquistar reajustes é a melhor maneira de os trabalhadores se protegerem da transferência direta de renda para os setores que são credores da dívida pública interna", provocada pelo receituário do Banco Central, com o amargo remédio do aumento da taxa básica de juros.
Os maiores beneficiários dessa opção de política econômica, que restringe o desempenho econômico e que poderá ter repercussão negativa sobre o mercado de trabalho e sobre as negociações salariais nos próximos meses, são os bancos, as empresas, os fundos financeiros e as pessoas físicas de renda alta que possuem títulos da dívida pública.
Diante desse cenário, as medidas sugeridas pelo Dieese para que os sindicatos levem em conta nas negociações coletivas são as seguintes: reposição da inflação entre as datas-bases e negociação de aumentos reais de salários, valorização dos pisos salariais das categorias (proteção aos menores salários), utilização de índices que reflitam a variação dos alimentos para correção dos benefícios ligados à alimentação (vale-refeição ou alimentação - cesta básica), ampliação da adoção desses benefícios nos acordos coletivos e abonos salariais que protejam os trabalhadores de menores salários.
A nota técnica do Dieese defende ainda a participação dos sindicatos no debate público sobre o combate à inflação, contemplando medidas propositivas que visassem a estabilização dos preços e a proteção dos rendimentos por meio da ampliação da produção. Entre as medidas sugeridas estão o incentivo e proteção à agricultura familiar produtora de alimentos, a estabilização de preços através da elevação da oferta de bens e serviços (incluindo alimentos), a ampliação das taxas de investimento (notadamente público) para garantir a infra-estrutura necessária ao desenvolvimento sustentado da economia, a rediscussão do papel institucional do sistema financeiro com vistas a ampliar o papel do crédito produtivo no Brasil e a presença do movimento sindical em espaços institucionais de decisão da política econômica, a exemplo do Conselho Monetário Nacional (CMN), onde são estabelecidas metas de inflação no regime atual.
