Número de ações trabalhistas que envolvem bancos dobra no TST
De acordo com a assessoria de imprensa do TST, a maioria das ações que chega à instância máxima da Justiça do Trabalho é de processos já perdidos pelos bancos, que recorrem para adiar o pagamento dos direitos devidos aos bancários. As instituições financeiras, segundo o tribunal, gastam muitas vezes mais para recorrer e prolongar a causa do que desembolsariam se pagassem os direitos reivindicados pelos empregados. O objetivo dos bancos seria evitar precedentes.
A assessoria do TST também destaca que os bancos figuram entre as empresas com mais litígios no tribunal por diversos motivos, entre eles pela força da categoria organizada em sindicatos.
Desrespeito é geral - Além das ações envolvendo os bancos, os demais setores da economia brasileira também continuaram desrespeitando o direito dos trabalhadores em 2008 e ampliaram o número de processos nos TST em 46% em relação ao ano anterior. O relatório registrou o recebimento de 183.235 ações originárias e recursos, totalizando 432.551 processos para solução no TST.
"Ressalta-se o significativo papel social exercido pela Justiça do Trabalho que, no exame dos conflitos submetidos à sua apreciação, reconheceu direitos trabalhistas e viabilizou a quitação de parcelas decorrentes de ações ajuizadas pelos trabalhadores, no importe de R$ 10.006.897.356,68", diz o relatório.
Em 2008, a cada 100 mil habitantes do país, 97 ingressaram com ação ou recurso no Tribunal Superior do Trabalho, 344 nos Tribunais Regionais do Trabalho e 1.125 nas Varas Trabalhistas.
Tendência continua este ano - A escalada do número de ações trabalhistas continua este ano. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, houve um aumento de 11,49% no número de ações no primeiro trimestre de 2009. Nos últimos três meses do ano passado, o TRT paulista recebeu 75.109 ações contra 83.739 reclamações trabalhistas entre janeiro e março passados. O TRT terminou o trimestre com 255.171 ações à espera de uma decisão. O Serviço de Informações e Estatística do TRT-SP não soube informar quantos desses processos envolvem os bancos.
SEEB-SP
