Para CTB, Copom põe trava na economia
Em nota, o presidente da CTB, Wagner Gomes, diz que a central repudia com veemência mais uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de se curvar aos interesses do mercado financeiro ao elevar a taxa de juro básica (Selic) em 0,5 ponto - de 11,25% para 11,75% -, contrariando as expectativas da maioria da sociedade brasileira e prejudicando principalmente os trabalhadores.
Veja a íntegra da nota:
"A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) repudia com veemência mais uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de se curvar aos interesses do mercado financeiro ao elevar a taxa de juro básica (Selic) em 0,5 ponto - de 11,25% para 11,75% -, contrariando as expectativas da maioria da sociedade brasileira. É uma decisão que choca pelo fato de ser uma trava, insistentemente repudiada, que o Copom põe na economia do país - que ensaia uma fase de crescimento consistente.
A falácia de que o cenário macroeconômico exige cautela é na verdade a velha prática da chantagem com a ameaça de inflação para jogar nas costas da imensa maioria dos brasileiros os custos de uma ciranda financeira que transfere renda dos mais pobres para os mais ricos. Ao alegar a necessidade de um "choque preventivo" na inflação, o Copom na verdade mais uma vez entra na contramão porque o Brasil insiste na política de juro alto enquanto os países ricos vão em sentido contrário.
A CTB reitera seu apoio à reivindicação de ampliação e democratização do Copom, com o objetivo de coibir a ditadura do mercado financeiro. Mais uma vez, esta ditadura ignora o diagnóstico de que fórmulas matemáticas que não beneficiam o povo não devem substituir o gigantesco potencial de um país com grandes chances de crescimento e desenvolvimento. A política econômica de um país não pode ser determinada por conceitos monetários autoritários que, para beneficiar uma minoria, lança um peso enorme nas costas da maioria da sociedade - principalmente dos trabalhadores. É preciso pôr um ponto final neste abuso.
São Paulo, 16 de abril de 2008
Wagner Gomes, presidente da CTB"
