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Para Ipea, Brasil tem de encontrar alternativas para investimentos

Apesar do claro crescimento do Brasil nos últimos anos, passando da 13ª economia mundial em 2000 para a 6ª economia em 2011, o país apresenta agora sinais de esgotamento de um ciclo de expansão ocorrido na última década, avalia o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. "Percorremos uma trajetória nos anos 1980 e 1990 com crescimento como voos de galinha, cresce um ano e diminui em outro. Esse crescimento se deu pela inversão de valores, de que é preciso crescer para depois distribuir renda. E foi o modelo contrário que fez o Brasil crescer. Apesar do crescimento, não soubemos enfrentar os novos padrões de financiamento", destacou o economistao. em seminário que lançou o livro "Brasil em Desenvolvimento 2011", organizado pelo instituto, hoje (15), na capital paulista.

A análise de Pochmann considera que a possibilidade do esgotamento das fontes de recursos atuais para atender à expansão em curso do ciclo de crescimento é preocupante. Segundo o presidente do Ipea, o setor público, que atuou no estímulo à atividade produtiva, está próximo do seu limite sem que se tenha colocado no horizonte um estímulo para que poupanças privadas sejam deslocadas, por meio de bancos privados nacionais e até mesmo do mercado de capitais. 

"Para ampliar a capacidade produtiva, é necessário dar maior certeza a investimentos privados, e em contrapartida dar novos valores aos investimentos públicos. A decisão tomada pela diminuição dos juros é o começo dessa caminhada", afirma o presidente do Ipea.

Para Aristides Monteiro, pesquisador do Ipea e coordenador geral da publicação, as conclusões expostas no livro estruturam-se na organização de consensos sobre a definição de prioridade, nos esforços para antecipar o sentido e a trajetória das mudanças em curso no mundo, além de "aproveitar melhor as oportunidades que se encontram no território brasileiro".
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