PCS da Caixa: maioria das assembléias aprova nova tabela
A maioria das assembléias realizada nesta quinta-feira 26 em todo o país aprovou a proposta da Caixa Econômica Federal para a unificação das tabelas do PCS da carreira administrativa. Os sindicatos que aprovaram a proposta irão assinar o acordo com a Caixa nos próximos dias. Nas bases que rejeitaram a proposta, o novo PCS não será implantado.
Para Plínio Pavão, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa(CEE Caixa), a aprovação da proposta por várias bases é uma vitória para os empregados. "A unificação das tabelas do PCS é uma conquista da categoria construída desde a Campanha dos bancários do ano passado, com um intenso processo de debates internos com as bases, e representa um avanço", avalia. "Agora, estamos entrando numa nova campanha salarial e precisamos discutir uma série de outras questões. Um dos debates mais importantes nessa campanha deverá ser o do PCC, com o equacionamento do CTVA", defende.
Plínio lembra que o debate do PCS é uma conquista que acaba com mais uma discriminação, mas não esgota as demandas por isonomia entre novos e antigos empregados da Caixa. "Precisamos avançar na luta pela licença-prêmio e pelo Adicional de Tempo de Serviço (ATS) para os técnicos bancários", sustenta. "E temos ainda outras discriminações no banco, em relação aos mercados A, B e C e classificação filiais, gerando diferenças na remuneração dos empregados", afirma.
Outros ponto importante a ser retomado é a luta dos aposentados pela extensão para todos do auxílio e da cesta alimentação. "Além disso, um debate importante que reapareceu é a discussão sobre elegermos representantes dos trabalhadores nos Conselhos Administrativo e Diretor do banco", afirma o coordenador da CEE Caixa.
Plínio afirma ainda que a luta contra a discriminação imposta pela Caixa aos trabalhadores que não saldaram o Reg/Replan não termina aqui. "Vamos continuar lutando para que todos possam migrar para a nova tabela do PCS", garante.
Confira aqui os resultados das assembléias até agora:
Aprovaram
ABC (SP)
Acre
Alagoas
Bahia
Campinas (SP)
Campos de Goytacazes (RJ)
Cuiabá (MT)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SC)
Friburgo (RJ)
Irecê (BA)
Londrina (PR)
Mato Grosso do Sul
Niterói (RJ)
Pará/Amapá
Paraíba
Pernambuco
São Paulo (SP)
Uberaba (MG)
Rejeitaram
Belo Horizonte (MG)
Brasília (DF)
Espírito Santo
Fortaleza (CE)
Rio Grande do Norte
Rio de Janeiro (RJ)
Sul Fluminense (RJ)
Como ficou a proposta
Na rodada de negociação realizada nesta quarta-feira (25/06) sobre a unificação das tabelas do PCS da Carreira Administrativa, a Caixa melhorou a proposta no item sobre a parcela indenizatória. Aumentou para R$ 500 o valor da indenização para os trabalhadores com até um ano de empresa e que entrarem até o dia 30 de junho e elevou para R$ 10 mil o teto para os empregados mais antigos e que sejam enquadrados em níveis mais elevados da nova tabela.
De acordo com a proposta, o valor da indenização é determinado com base em um cálculo que combina o salário padrão (após o enquadramento na nova tabela) com o tempo de serviço na empresa. Assim, cada trabalhador terá esse valor calculado individualmente. O banco disponibilizou um simulador na intranet, que será atualizado com os novos valores até amanhã.
Proposta
Estrutura Salarial:
- Quantidade de níveis: 48;
- Valor do piso: R$ 1.244,00;
- Valor do teto: R$ 3.700,00;
- Interstício: 2,346252;
- Incorporação da parcela de R$ 30,00 do ACT 2004 (aos que não a receberam à época) corrigida pelos índices de 2005 a 2007, perfazendo R$ 34,90, aos que migrarem para a nova tabela de PCS;
- Amplitude: 197%;
- Adesão por opção individual.
Promoção por mérito:
- criação de comissão paritária com representantes da empresa e dos empregados para estabelecimentos dos critérios e acompanhamento da aplicação da avalição;
- adoção de critérios objetivos e subjetivos com avaliação cruzada sem vinculação a metas individuais;
- prazo até 31/08 para conclusão dos trabalhos da comissão;
- promoção anual de 0 a 2 níveis por empregados;
- garantia de promoção por merecimento em 2009, com vigência a partir de 01/01.
Parcela Indenizatória:
A Caixa apresentou novos valores para a Parcela Indenizatória, em relação à proposta apresentada na negociação do dia 18/06, que agora parte de R$ 500 para os trabalhadores com até um ano de Caixa e que entrarem até o dia 30 de junho, e um teto de R$ 10 mil, para os empregados mais antigos e que sejam enquadrados em níveis mais elevados da nova tabela, disponibilizando simulador na intranet para que cada empregado posso consultar qual será seu valor.
Ações colidentes:
Ficou acertada a redação da cláusula com o texto a seguir, "pagamento de parcela única, de caráter indenizatório, a título de quitação dos eventuais direitos e ações judiciais que versem exclusivamente sobre o PCS propriamente dito, tais como reenquadramento, vantagens de um PCS em relação a outro, e ou alguma parcela a ser incorporada diretamente ao salário-padrão que possa alterar a nova base de salário padrão prevista no PCS, entendido salário-padrão na forma constante dos regulamentos internos da Caixa em sua redação vigente na assinatura do presente aditivo".
Criação de tabela espelho para os técnicos bancários superiores, iniciando no nível 235 até o nível 248, mantendo a nomenclatura "Técnico Bancário Superior", com o pagamento dos R$ 34,90 e da parcela indenizatória, garantindo ainda a promoção por mérito.
Garantia da promoção por mérito às carreiras de auxiliar de serviços gerais e profissional, bem como aos escriturários que permanecerem na tabela de 89.
Não possibilidade de migração aos que permanecerem no Reg/Replan não saldado.
A Caixa propõe ainda manter a opção para a nova tabela até 31/08, pagando o valor do novo salário e a parcela indenizatória no dia 20/07 para os que optarem até 10/07; 20/08 para os que optarem até 10/08 e 20/09 para os que optarem até 31/08.
Fonte: Contraf
Para Plínio Pavão, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa(CEE Caixa), a aprovação da proposta por várias bases é uma vitória para os empregados. "A unificação das tabelas do PCS é uma conquista da categoria construída desde a Campanha dos bancários do ano passado, com um intenso processo de debates internos com as bases, e representa um avanço", avalia. "Agora, estamos entrando numa nova campanha salarial e precisamos discutir uma série de outras questões. Um dos debates mais importantes nessa campanha deverá ser o do PCC, com o equacionamento do CTVA", defende.
Plínio lembra que o debate do PCS é uma conquista que acaba com mais uma discriminação, mas não esgota as demandas por isonomia entre novos e antigos empregados da Caixa. "Precisamos avançar na luta pela licença-prêmio e pelo Adicional de Tempo de Serviço (ATS) para os técnicos bancários", sustenta. "E temos ainda outras discriminações no banco, em relação aos mercados A, B e C e classificação filiais, gerando diferenças na remuneração dos empregados", afirma.
Outros ponto importante a ser retomado é a luta dos aposentados pela extensão para todos do auxílio e da cesta alimentação. "Além disso, um debate importante que reapareceu é a discussão sobre elegermos representantes dos trabalhadores nos Conselhos Administrativo e Diretor do banco", afirma o coordenador da CEE Caixa.
Plínio afirma ainda que a luta contra a discriminação imposta pela Caixa aos trabalhadores que não saldaram o Reg/Replan não termina aqui. "Vamos continuar lutando para que todos possam migrar para a nova tabela do PCS", garante.
Confira aqui os resultados das assembléias até agora:
Aprovaram
ABC (SP)
Acre
Alagoas
Bahia
Campinas (SP)
Campos de Goytacazes (RJ)
Cuiabá (MT)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SC)
Friburgo (RJ)
Irecê (BA)
Londrina (PR)
Mato Grosso do Sul
Niterói (RJ)
Pará/Amapá
Paraíba
Pernambuco
São Paulo (SP)
Uberaba (MG)
Rejeitaram
Belo Horizonte (MG)
Brasília (DF)
Espírito Santo
Fortaleza (CE)
Rio Grande do Norte
Rio de Janeiro (RJ)
Sul Fluminense (RJ)
Como ficou a proposta
Na rodada de negociação realizada nesta quarta-feira (25/06) sobre a unificação das tabelas do PCS da Carreira Administrativa, a Caixa melhorou a proposta no item sobre a parcela indenizatória. Aumentou para R$ 500 o valor da indenização para os trabalhadores com até um ano de empresa e que entrarem até o dia 30 de junho e elevou para R$ 10 mil o teto para os empregados mais antigos e que sejam enquadrados em níveis mais elevados da nova tabela.
De acordo com a proposta, o valor da indenização é determinado com base em um cálculo que combina o salário padrão (após o enquadramento na nova tabela) com o tempo de serviço na empresa. Assim, cada trabalhador terá esse valor calculado individualmente. O banco disponibilizou um simulador na intranet, que será atualizado com os novos valores até amanhã.
Proposta
Estrutura Salarial:
- Quantidade de níveis: 48;
- Valor do piso: R$ 1.244,00;
- Valor do teto: R$ 3.700,00;
- Interstício: 2,346252;
- Incorporação da parcela de R$ 30,00 do ACT 2004 (aos que não a receberam à época) corrigida pelos índices de 2005 a 2007, perfazendo R$ 34,90, aos que migrarem para a nova tabela de PCS;
- Amplitude: 197%;
- Adesão por opção individual.
Promoção por mérito:
- criação de comissão paritária com representantes da empresa e dos empregados para estabelecimentos dos critérios e acompanhamento da aplicação da avalição;
- adoção de critérios objetivos e subjetivos com avaliação cruzada sem vinculação a metas individuais;
- prazo até 31/08 para conclusão dos trabalhos da comissão;
- promoção anual de 0 a 2 níveis por empregados;
- garantia de promoção por merecimento em 2009, com vigência a partir de 01/01.
Parcela Indenizatória:
A Caixa apresentou novos valores para a Parcela Indenizatória, em relação à proposta apresentada na negociação do dia 18/06, que agora parte de R$ 500 para os trabalhadores com até um ano de Caixa e que entrarem até o dia 30 de junho, e um teto de R$ 10 mil, para os empregados mais antigos e que sejam enquadrados em níveis mais elevados da nova tabela, disponibilizando simulador na intranet para que cada empregado posso consultar qual será seu valor.
Ações colidentes:
Ficou acertada a redação da cláusula com o texto a seguir, "pagamento de parcela única, de caráter indenizatório, a título de quitação dos eventuais direitos e ações judiciais que versem exclusivamente sobre o PCS propriamente dito, tais como reenquadramento, vantagens de um PCS em relação a outro, e ou alguma parcela a ser incorporada diretamente ao salário-padrão que possa alterar a nova base de salário padrão prevista no PCS, entendido salário-padrão na forma constante dos regulamentos internos da Caixa em sua redação vigente na assinatura do presente aditivo".
Criação de tabela espelho para os técnicos bancários superiores, iniciando no nível 235 até o nível 248, mantendo a nomenclatura "Técnico Bancário Superior", com o pagamento dos R$ 34,90 e da parcela indenizatória, garantindo ainda a promoção por mérito.
Garantia da promoção por mérito às carreiras de auxiliar de serviços gerais e profissional, bem como aos escriturários que permanecerem na tabela de 89.
Não possibilidade de migração aos que permanecerem no Reg/Replan não saldado.
A Caixa propõe ainda manter a opção para a nova tabela até 31/08, pagando o valor do novo salário e a parcela indenizatória no dia 20/07 para os que optarem até 10/07; 20/08 para os que optarem até 10/08 e 20/09 para os que optarem até 31/08.
Fonte: Contraf
