Pesquisa revela 1.591 ataques a bancos em 2011
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A pesquisa foi lançada na manhã desta quarta-feira-feira (21), dia nacional de luta por mais segurança nos bancos, durante entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba. Bancários e vigilantes realizam manifestações em todo país, cobrando mais segurança para trabalhadores e clientes.
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São Paulo é o estado que lidera o ranking, com 538 ataques. Em segundo lugar aparece o Rio Grande do Sul, com 130, em terceiro a Bahia, com 112, em quarto a Paraná, com 98, e em quinto o Mato Grosso, com 91.
O primeiro semestre de 2011 apresentou maior número de casos, quando ocorreram 838 ataques, sendo 301 assaltos e 537 arrombamentos. No segundo foram verificados 753 ataques, dos quais 331 assaltos e 422 arrombamentos. Em comparação com o primeiro semestre houve uma redução de 10,1% no total de ataques.
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Os números foram apurados com base em notícias publicadas pela imprensa, consulta aos dados disponibilizados por algumas secretarias estaduais de segurança pública e informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes de todo país. O levantamento contou com apoio técnico do Dieese.
Números superam estatística nacional da Febraban
Os números da pesquisa superam a estatística nacional da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que é restrita a assaltos, consumados ou não. Enquanto a pesquisa da CNTV e Contraf-CUT aponta 632 assaltos em 2011, a Febraban apurou 422 em 2011, uma diferença de 210 casos.
ESTATÍSTICA DE ASSALTOS A BANCOS DA FEBRABAN (2000 - 2011)
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O que a estatística da Febraban comprova é a importância das portas giratórias, instaladas no final dos anos 90 após muitas lutas dos trabalhadores e aprovação de leis municipais. A experiência revela que as portas giratórias têm sido eficientes na redução dos assaltos. Em 2000 houve 1.903 ocorrências. Em 2010, o número baixou para 369, uma queda de 80,16%. Já em 2011, quando alguns bancos retiraram portas giratórias, foram apurados 422 assaltos, um crescimento de 14,36%.
Pesquisa nacional sobre mortes em assaltos envolvendo bancos
Esse levantamento é mais um diagnóstico da violência, a exemplo da pesquisa nacional da Contraf-CUT e CNTV sobre mortes em assaltos envolvendo bancos, que apurou em 2011 a ocorrência de 49 assassinatos, média de mais de quatro vítimas fatais por mês, sendo 32 em crimes de "saidinha de banco".
São Paulo (16), Rio de Janeiro (9), Goiás (4), Paraná (4) e Rio Grande do Sul (4) foram os estados com o maior número de casos. Os números foram contabilizados a partir de notícias da imprensa.
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Vítimas |
2010 |
2011 |
Variação |
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nº |
% |
nº |
% |
% |
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Clientes |
12 |
52,17% |
30 |
78,95% |
150,00% |
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Vigilantes |
8 |
34,78% |
8 |
21,05% |
0,00% |
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Transeuntes |
1 |
4,35% |
6 |
15,79% |
500,00% |
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Bancários |
1 |
4,35% |
1 |
2,63% |
0,00% |
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Policiais |
1 |
4,35% |
4 |
10,53% |
300,00% |
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Total |
23 |
100,00% |
49 |
128,95% |
113,04% |
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Elaboração: DIEESE - Subseção Contraf-CUT
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A pesquisa também aponta crescimento de 113,04% das mortes em relação a 2010, quando foram contabilizados 23 óbitos no período. As principais vítimas foram clientes (30), vigilantes (8), transeuntes (6), policiais (4) e bancário (1).
As principais infrações dos bancos foram a ausência de plano de segurança aprovado pela PF, número insuficiente de vigilantes e alarme inoperante, dentre outros itens.
Carência de investimentos dos bancos
Conforme estudo feito pelo Dieese, com base nos balanços publicados de janeiro a setembro de 2011, os cinco maiores bancos lucraram R$ 37,9 bilhões e destinaram R$ 1,9 bilhão em despesas com segurança e vigilância. Na comparação com os números de 2010, constata-se uma queda de 5,45% para 5,20% na relação entre o lucro e os gastos com segurança.
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Propostas dos vigilantes e bancários
- Porta giratória com detector de metais antes da sala de autoatendimento com recuo em relação à calçada onde deve ser colocado um guarda-volumes com espaços chaveados e individualizados;
- Vidros blindados nas fachadas;
- Câmeras de vídeo em todos os espaços de circulação de clientes, bem como nas calçadas e áreas de estacionamento, com monitoramento em tempo real e com imagens de boa qualidade para auxiliar na identificação de suspeitos;
- Biombos ou tapumes entre a fila de espera e a bateria de caixas, com o reposicionamento do vigilante para observar também esse espaço junto com a colocação de uma câmera de vídeo, o que elimina o risco do chamado ponto cego;
- Divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos.
- Atendimento médico e psicológico para trabalhadores e clientes vítimas de assaltos, sequestros e extorsões;
- Acesso ao autoatendimento das agências fora do horário de expediente somente com cartão eletrônico;
- Escudos e assentos no interior das agências e postos de atendimento para os vigilantes;
- Instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros;
- Maior controle e fiscalização do Ministério do Exército no comércio de explosivos.
Isenção de tarifas de transferência de recursos
Os trabalhadores ainda defendem a isenção das tarifas de transferência de recursos (DOC, TED, ordens de pagamento, etc) como forma de desestimular os saques que muitos clientes efetuam para não pagarem tarifas.
