Pobreza na América Latina cai em ritmo mais lento
De acordo com informações do Banco Mundial, a redução da pobreza está em ritmo mais lento na América Latina desde 2012. A instituição verificou que, entre 2000 e 2014, a quantidade de pessoas vivendo com menos de US$ 2,50 por dia, o equivalente à extrema pobreza, diminui de 25,5% para 10,8%. Porém, nos últimos quatro anos a desaceleração econômica em vários países da região, como o Brasil, fez com que o ritmo dessa redução ficasse muito mais lento.
Em um relatório divulgado nesta segunda-feira (17/10) em Washington, foi abordado que houve avanços na educação, como aumento de matrículas escolares e na expansão da prestação de serviços de eletricidade para pessoas mais necessitadas. Por outro lado, a atual desaceleração econômica interrompeu a expansão da classe média.
O relatório também apontou que o Brasil e a Argentina apresentam as pontuações mais altas de Índice de Oportunidade Humana (IOH) em educação. Esse indicador mede o nível de equidade de acesso a serviços básicos nos países, particularmente à educação para jovens e crianças. Ele verifica taxas de matrícula, nível de acesso de água, saneamento, luz elétrica e internet.
No Brasil, a cobertura de matrículas escolares atingiu 98,4% e a conclusão do ensino fundamental está em 71,7%. A cobertura de eletricidade está em 99,5%, a de água atingiu 93%. Já a de saneamento chegou a 92,6%. A cobertura de internet foi de 42,2% e a telefonia celular em 94,1%. Os dados são de 2014.
Os maiores desafios na América Latina estão nos serviços de saneamento, em que o IOH está em 65,4%. Na telefonia celular, o acesso subiu de 13% em 2000, para mais de 90% em 2014. Já a cobertura da internet ainda está inferior a 50% na América Latina.
O monitoramento dessas condições faz parte da meta do Banco Mundial de erradicar a pobreza extrema até 2030.
