Preço da cesta básica cai em 14 capitais em abril
Segundo o Dieese, em outras quatro capitais, a queda superou os 2%: Fortaleza (-2,86%), João Pessoa (-2,53%), Natal (-2,32%) e Goiânia (-2,22%). No Rio de Janeiro, a cesta apresentou baixa de 1,79%; em Brasília, recuo de 0,81%; e, em Belo Horizonte, variação negativa de 0,70%.
Entre janeiro e abril, 15 das 17 localidades pesquisadas acumulam aumento de preços. As maiores variações foram registradas em Brasília (6,27%), Florianópolis (6,05%), Vitória (5,83%), seguidas por Aracaju (5,69%) e Rio de Janeiro (5,15%). Em São Paulo e Belo Horizonte, as cestas acumularam altas de 1,27% e de 4,57%, respectivamente.
No acumulado dos últimos 12 meses até abril, 13 das 17 capitais apresentaram alta de preços acumulada. Goiânia apresentou a maior variação para o conjunto dos produtos: de 14,87%. Foi seguida por Fortaleza (13,57%), Florianópolis (5,37%) e Vitória (4,94%).
No período, entre as quatro cidades com variações negativas, os destaques foram Salvador (-7,55%) e Recife (-5,80%), que foram seguidas por João Pessoa (-2,49%) e Porto Alegre (-1,52%). Em Brasília, a cesta acumulou em 12 meses uma elevação de 4,44%. Em São Paulo, houve alta acumulada de 2,73%; em Belo Horizonte, de 3,33%; e, no Rio de Janeiro, de 0,80%.
O Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
Cesta mais cara
A cidade de São Paulo permaneceu em abril no posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil. Segundo o levantamento nacional realizado em 17 capitais pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a capital paulista liderou o ranking pela sétima vez consecutiva. O preço médio do conjunto de produtos alimentícios essenciais no município apresentou aumento de 0,35% ante março, para R$ 268,52.
Porto Alegre voltou a ficar no segundo posto entre as cidades com a cesta mais cara do País. Em abril, o conjunto de produtos custou, em média, R$ 264,63 na capital gaúcha, o que representou uma alta de 1,34% ante o preço observado em março.
Vitória foi a terceira capital pesquisada com preço mais elevado, de R$ 256,12. Na sequencia, com preços também acima de R$ 230, ficaram as cestas do Rio de Janeiro (R$ 255,16), Florianópolis (R$ 252,55), Brasília (R$ 248,32), Manaus (R$ 247,92), Belo Horizonte (R$ 247,03), Curitiba (R$ 246,53), Goiânia (R$ 237,16) e Belém (R$ 231,40). As cestas mais baratas em abril foram encontradas em Aracaju (R$ 185,88), João Pessoa (R$ 198,79) e Recife (R$ 202,03).
Segundo o Dieese, especificamente em São Paulo, que contou com a cesta mais cara de abril, houve elevações fortes nos preços médios da batata (25,64%) e no feijão (7,95%). Ainda encareceram o leite (3,13%), a manteiga (2,79%), a carne (1,87%) e o café (1,56%). Ficaram mais baratos os preços médios do tomate (-13,73%), arroz (-3,66%), açúcar (-1,84%), banana (-1,70%), farinha de trigo (-0,94%) e pão (-0,15%). O preço do óleo de soja permaneceu estável.
