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Preço da cesta básica sobe em 15 de 17 capitais em agosto, diz Dieese

O preço da cesta básica subiu em 15 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em agosto, segundo divulgação nesta terça-feira (4).

O preço mais alto da cesta foi encontrado em Porto Alegre, onde os produtos custaram em média R$ 308,27. Depois aparecem São Paulo (R$ 306,02) e Rio de Janeiro (R$ 302,52). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 212,99), Salvador (R$ 225,23) e João Pessoa (R$ 233,36).

As maiores altas foram verificadas em Florianópolis (10,92%), Curitiba (4,69%) e Rio de Janeiro (4,09%). As quedas de preço foram apuradas em Natal (-1,64%) e Belo Horizonte (-0,66%).

No acumulado do ano, todas as capitais apresentam alta nos preços médios dos alimentos. Das 17 capitais, 11 apresentam variações acima de 10%. Os aumentos mais significativos foram registrados em Aracaju (16,89%), Rio de Janeiro (15,07%) e Brasília (14,77%).

Nos últimos 12 meses, de setembro de 2011 a agosto deste ano, o custo médio da cesta de alimentos aumentou fortemente em todas as capitais pesquisadas, com destaque para Vitória (19,64%), Rio de Janeiro (19,53%) e Fortaleza (19,22%). Os menores aumentos foram verificados em Salvador (7,59%), Natal (9,85%) e Belém (11,32%).

Os preços que mais influenciaram nas altas em agosto foram do pão francês, farinha, tomate e açúcar.

Em agosto, o preço do pão francês aumentou em todas as capitais pesquisadas -- acompanhando o aumento do trigo e consequentemente da farinha. Já a alta do tomate foi sentida em 15 das 17 capitais pesquisadas. Os preços do açúcar subiram em 13 capitais.

SALÁRIO MÍNIMO

O Dieese estima mensalmente o salário mínimo necessário para a compra da cesta, que, em agosto, deveria ter sido correspondente a R$ 2.589,78 (4,05 vezes o salário mínimo vigente, R$ 622), valor superior ao de agosto de 2011 (R$ 2.278,77 ou 4,18 vezes). O preço da cesta básica utilizado como base nesta comparação é a da capital com maior valor, no mês passado, Porto Alegre.

O cálculo é feito com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

A jornada de trabalho (do assalariado que ganha salário mínimo) necessária para a aquisição da cesta total foi, em agosto, de 95 horas e 03 minutos, pouco mais de 3 horas do tempo necessário em julho. Em agosto de 2011, a jornada média de trabalho exigida para a compra da cesta somava 94 horas e 38 minutos.

CUSTO DA CESTA BÁSICA EM AGOSTO, EM R$:

Natal - R$ 241,14
Salvador - R$ 225,23
Vitória - R$ 298,60
Rio de Janeiro - R$ 302,52
Florianópolis - R$ 295,48
São Paulo - R$ 306,02
Fortaleza - R$ 245,75
Porto Alegre - R$ 308,27
Belém - R$ 262,33
Curitiba - R$ 280,57
Aracaju - R$ 212,99
Belo Horizonte - R$ 286,35
Goiânia - R$ 263,90
João Pessoa - R$ 233,36
Brasília - R$ 284,50
Manaus - R$ 280,81
Recife - R$ 240,79

 

Folha.com

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