Procon-SP notificará bancos por informações confusas
A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), órgão
vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de
São Paulo, vai notificar os bancos Bradesco, HSBC Bank Brasil, Itaú
Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil pela
divulgação de informações conflitantes com relação à redução de suas
taxas de juros. A constatação é de um levantamento do órgão de defesa do
consumidor sobre anúncios de redução de juros feitos por estas
instituições bancárias.
O Procon-SP entende que as informações,
além de confusas, são insuficientes para que o consumidor consiga
escolher a melhor opção entre as oferecidas pelas instituições. Por
isso, o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, reitera que
as instituições serão notificadas para provar a veracidade das
informações colhidas nos sites e notas enviadas à imprensa.
"A
orientação para o consumidor é que ele pesquise para escolher melhor,
mas é obrigação das instituições financeiras informarem de forma clara e
didática tudo sobre o produto que está sendo adquirido, incluindo dados
sobre possíveis riscos e perdas", diz Góes, em nota distribuída à
imprensa. O diretor do Procon explica ainda que "as reduções divulgadas
amplamente na mídia, acabam beneficiando apenas o grupo de correntistas
que optem por pacotes de serviços ou sejam privilegiados por receberem o
salário no banco."
Dentre as várias falhas na comunicação dos
bancos sobre as taxas de juros, o levantamento do Procon-SP identificou a
ausência da informação sobre a taxa máxima oferecida. Essa informação,
na avaliação do órgão, é importante já que o fato de informar a taxa
mínima não significa necessariamente que o consumidor terá acesso fácil a
ela.
O levantamento das divulgações feito nos sites dos bancos
indica que há confusão também na nomenclatura dos produtos oferecidos
pelos bancos, o que pode dificultar a comparação que o consumidor deve
fazer.
"A portabilidade de crédito - quando o consumidor
transfere sua dívida com o banco para outra instituição com taxas mais
atrativas, mantendo o número de parcelas a pagar - também está sendo
confundida com o refinanciamento, que amplia o número e reduz o valor da
parcela, porém tem um custo total a pagar maior do que a dívida
original", mostra o levantamento do Procon-SP.
Para Góes, as
informações divulgadas pelos bancos ainda estão muito confusas, por isso
o consumidor deve ter o máximo de cuidado para trocar a instituição e
renegociar sua dívida. "É preciso muita pesquisa e cautela, pedindo
sempre informações claras e precisas do banco, até que se tenha a total
compreensão e certeza para o próximo passo", aconselha.
Fonte: O Estado de S.Paulo
