Produção industrial cai entre maiores produtores do País
Entre os locais com crescimento ante o mês anterior, destacaram-se Estados como Pernambuco (5,3%), Bahia (4,4%), região Nordeste (3,1%) e Ceará (2,4%). Os técnicos do IBGE vão conceder entrevista daqui a pouco para comentar os resultados regionais da indústria.
Na comparação com igual mês do ano passado, a produção industrial cresceu em 12 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE em agosto, com resultados acima da média nacional (2,0%) no Pará (10,3%), Espírito Santo (7,1%), Bahia (7,0%) e Goiás (6,7%). Todos esses locais, segundo o documento de divulgação da pesquisa, foram beneficiados pelos bons desempenhos das indústrias extrativas, celulose e papel e produtos químicos.
Por outro lado, os Estados do Amazonas (-3,0%) e Santa Catarina (-1,8%) foram os únicos locais que registraram queda na produção ante agosto de 2007.
São Paulo
Já São Paulo, que responde por cerca de 40% da produção nacional, recuou 1,8% em agosto ante julho, na série ajustada sazonalmente, após aumentar 2,7% em junho e ficar estável em julho (0,1%) nessa base de comparação. Apesar do recuo, o índice de média móvel trimestral na região mostrou acréscimo de 0,3% no trimestre encerrado em agosto ante o terminado em julho, no sétimo resultado positivo consecutivo.
Na comparação com agosto do ano passado, a produção paulista aumentou 2,9% ficou bem abaixo da taxa de julho (10,6%). No acumulado do ano houve aumento de 8,8% e em 12 meses, também de 8,8%.
Em relação a agosto do ano passado, 15 das 20 atividades pesquisadas contribuíram positivamente para a formação da taxa geral em São Paulo. Os principais destaques foram veículos automotores (9,4%), farmacêutica (16,4%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (15,6%) e outros equipamentos de transporte (20,4%). Por outro lado, alimentos (-10,3%) e outros produtos químicos (-7,5%) foram os impactos negativos mais significativos.
