Professores da rede estadual de Sergipe em greve por tempo indeterminado
Os professores da rede estadual reunidos em assembleia nesta terça-feira (18) no Instituto Histórico e Geográfico decidiram por unanimidade entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 23.
Após três rodadas de negociação, sendo uma no Palácio de Despachos e duas na sede do sindicato o governo apresentou as seguintes propostas:
· Reajuste do piso para o nível médio e 5,7% de reajuste para os demais níveis da carreira com envio de projeto para a Assembleia Legislativa de exclusão do nível médio na carreira;
· Revisão do piso para todos os níveis e exclusão do nível médio na carreira do magistério para 2012
· Revisão do piso para o nível médio e em 90 dias o governo avaliaria se poderia dar o reajuste do piso para os demais níveis na carreira.
As três propostas foram rejeitadas por unanimidade pela categoria. “O governo condiciona a revisão do piso a destruição de nossa carreira e isso nós não vamos aceitar”, disse a presidenta do Sintese, Ângela Maria de Melo.
Para o sindicato as propostas do governo vão de encontro a lei do piso,
que com a decisão do STF sacramentou que piso salarial é no vencimento
sem alteração de carreira. “A lei é clara, alteração de carreira só na
implantação do piso e isso foi feito em 2009, agora é revisão e é isso
que os professores querem”, disse o diretor de Comunicação, Joel
Almeida.
Justiça
Outra deliberação da categoria foi que nesta quinta-feira, 19, às 8h o
Sintese entrará com uma ação judicial contra o governo do Estado pelo
descumprimento da lei do piso. “O governo de Sergipe descumpre a lei
claramente e nós vamos acionar a justiça para que nosso direito seja
garantido”, disse Lúcia Barroso, vice-presidente do Sintese.
Assembleia
No primeiro dia de greve os educadores realizam assembleia às 15h no
Instituto Histórico e Geográfico para encaminhamentos de luta.
Há dinheiro
A justificativa do governo para as propostas é a falta de recursos para
o pagamento do piso, mas o sindicato rebate. “Na primeira audiência o
governador nos disse que não tinha dinheiro, mas agora nos propôs pagar o
reajuste, mas tendo consequência a exclusão do nível médio na carreira,
ou seja, o problema não é dinheiro" , disse Joel.
Reestruturação
Na audiência ocorrida no dia 16, a presidenta do Sintese disse que além
das questões financeiras era preciso que o governo fizesse na
Secretaria de Estado da Educação uma reestruturação administrativa e
também pedagógica, nesse tocante para reverter o quadro de queda de
matrícula que assola a rede estadual de ensino.
