Professores de SP: “A greve está forte e cresce”
A greve dos professores e professoras paulistas, que entra em seu segundo dia nesta terça-feira (17-6), "está forte e cresce", segundo informações da secretária de política social da Apeoesp, sindicato que representa a categoria, Francisca Pereira da Rocha, ligada à CTB. Desta forma, ela desmentiu notícias falsas oriundas do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual) e divulgadas pela mídia, de que apenas 2% dos trabalhadores tinham aderido à paralisação decretada em assembléia geral realizada na última sexta-feira, dia 13.Em entrevista ao Portal da CTB, Francisca disse que a entidade da qual é dirigente vai fazer um balanço mais preciso da greve para divulgação ainda nesta terça-feira. "Não quero fazer projeções, mas posso assegurar que o movimento conta com amplo apoio e as informações anunciadas pela Secretaria de Educação do governo Serra não correspondem à realidade, têm o único objetivo de desmobilizar a categoria e procurar desmoralizar o movimento, o que não vai acontecer".
Opressão
A secretária de política social da Apeoesp acentuou que professores e professoras decretaram greve por tempo indeterminado "porque não agüentamos mais a opressão deste governo, que não discute, não negocia e só tem por argumento a mentira e a repressão".
A principal reivindicação da categoria é a imediata revogação do Decreto 53037/08, que impõe prejuízos aos trabalhadores(as), ao estabelecer avaliação de desempenho aos Admitidos em Caráter Temporário; impedir a utilização do artigo 22; dificultar a participação nos concursos de remoção; e propor atribuição de aulas compulsoriamente.
Além da revogação do Decreto 53037/08, na pauta encaminhada em janeiro à Secretaria da Educação a categoria também reivindica o reajuste dos salários, fim da aprovação automática, redução do número de alunos por sala, valorização dos profissionais com melhoria salarial, melhores condições de trabalho e políticas adequadas para acabar com a violência nas escolas.
Mentiras
Em nota à imprensa, a assessoria da Apeoesp esclareceu algumas inverdades que vêm sendo divulgadas pela Secretaria da Educação. Uma delas é a afirmação de que em cinco reuniões houve a tentativa de negociação entre a secretaria e o sindicato, que sem pensar nos alunos teria decidido deflagrar a greve.
A APeoesp esclarece que participou de cinco reuniões, porém em apenas uma delas esteve presente a secretária Maria Helena. Nas demais, realizadas com a participação de assessores (as), as reivindicações da categoria foram apenas ouvidas para que posteriormente fossem tomadas providências.
Os professores realizarão uma nova assembléia geral no dia 20 de junho, às 15h, no vão livre do Masp, para deliberar os rumos do movimento.
