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Protestos na França afetam transporte público, abastecimento e segurança nas ruas

A escassez de combustível em um de cada seis postos de gasolina e uma forte mobilização estudantil, com direito a alguns distúrbios, marcavam nesta terça-feira o início da sexta jornada de greves e protestos contra a reforma da aposentadoria na França -- que aumentará de 60 para 62 anos a idade mínima para ter direito à aposentadoria e de 65 a 67 anos a idade para receber a aposentadoria completa.

Mais de 2.500 postos de gasolina, dos 12.500 de todo o país, estavam sem combustível, no oitavo dia de greve nas 12 refinarias da França, segundo fontes do setor petroleiro.

O movimento de protesto, que ganha a adesão do ensino secundário, foi ofuscado no início da manhã por distúrbios diante de um colégio em Nanterre, subúrbio da zona noroeste de Paris, onde 200 jovens encapuzados -- que não estudam na escola -- lançaram objetos e bombas de fumaça contra os policiais e incendiaram um veículo.

A atividade em 379 colégios secundários estava prejudicada, segundo o ministério da Educação. A FIDL (Federação Independente e Democrática de Liceus), segunda maior organização do setor, calcula em 1.200 o número de colégios envolvidos nos protestos.

Mais de 266 manifestações foram convocadas em todo o país pelos sindicatos, que na terça-feira passada levaram às ruas 3,5 milhões de pessoas -- 1,2 milhão segundo o governo --, um recorde de participação.

O tráfego ferroviário também está prejudicado, com o funcionamento de seis trens de grande velocidade em cada 10. Em Paris, o metrô estava em ritmo praticamente normal, mas duas linhas de trens suburbanos registraram problemas.

No aeroporto parisiense de Orly, 50% dos voos foram cancelados. No Charles de Gaulle, o índice era de 30%.

Os caminhoneiros, que se uniram aos protestos na noite de domingo, executam "operações tartaruga" em alguns pontos do país, onde grupos de manifestantes bloqueavam a entrada de fábricas, áreas industriais, depósitos de combustível ou aeroportos, como em Bordeaux.

A greve também afeta os serviços de correios, telecomunicações, educação, o setor audiovisual público e outros setores privados, como a coleta de lixo em algumas cidades.

*France Press
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