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Queda na produção industrial foi generalizada

RIO - A produção industrial caiu nos 14 locais analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro semestre de 2009. Com recuo mais acentuado do que a média nacional (-13,4%), sobressaiu o Espírito Santo, onde a atividade da indústria cedeu 29,3%, a maior redução de toda a série histórica.

Também houve queda expressiva nos seis primeiros meses deste calendário em Minas Gerais (-21,3%), Amazonas (-16,8%) e São Paulo (-14,4%). No Rio Grande do Sul, a produção industrial declinou 13,5% entre janeiro e junho deste ano.

Olhando para o segundo trimestre, no confronto com mesmo período de 2008, também as 14 localidades investigadas pelo IBGE apresentaram queda na produção das indústrias. Novamente, o Espírito Santo foi destaque, com retração de 27% na atividade fabril. Na sequência, ficou Minas Gerais, com baixa de 18,7%.

Somente em junho, ante igual mês do exercício anterior, dos 14 locais pesquisados, 12 verificaram decréscimo na produção industrial. Além do Espírito Santo, onde a atividade da indústria declinou 25,2%, tiveram redução mais significativa do que a média nacional (-10,9%), Paraná (-16,5%), Minas Gerais (-15,1%), São Paulo (-13,4%) e Amazonas (-11,8%).

As exceções couberam à Bahia, onde a indústria teve alta de 2,4% na produção e interrompeu uma série de oito resultados negativos, e Goiás, com avanço de 1,1%.

Tanto no caso da Bahia como no de Goiás, explicou o IBGE, o desempenho foi reflexo do comportamento do setor de produtos químicos - "o primeiro estado por conta de uma paralisação para manutenção em junho de 2008 e o segundo, impulsionado por encomendas especiais no mês de junho deste ano".

(Valor Online)

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