Rabelo e Amaral debatem crise do capitalismo com direção da CTB
Amaral, que foi o primeiro a falar, ressaltou que a crise em curso não deve ser atribuída apenas aos excessos de especulação praticados no mercado financeiro, pois na verdade trata-se "de uma crise do modelo de acumulação capitalista, uma crise que evidencia a incapacidade do capitalismo de responder aos problemas da humanidade".
Neste sentido, a classe trabalhadora e os movimentos sociais precisam ocupar o espaço do debate sobre a crise e apresentar alternativas de solução que contemplem e preservem os interesses da maioria, sobrepondo-se às saídas apregoadas pela burguesia, "que está estreitamente associada e subordinada ao capital estrangeiro e não tem compromisso com os interesses nacionais e populares".
Saída é a revolução
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, também destacou que estamos diante de uma crise do capitalismo e que a humanidade só vai encontrar uma solução definitiva para os problemas despertados pela turbulência econômica através da revolução socialista. "A revolução é a saída, pois a história mostra que o capitalismo pode e tende a provocar mais barbárie".
Assim como Amaral, ele também defendeu a mudança da política econômica, com o controle do câmbio e da conta de capitais do balanço de pagamentos e levantou a necessidade de elaborar uma plataforma dos movimentos sociais em resposta à crise, focada na defesa do emprego e na valorização do trabalho. "A redução da jornada de trabalho sem redução de salários é uma bandeira de grande relevância neste momento, mesmo porque um dos seus efeitos será a redução significativa do nível de desemprego".
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