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Recessão de Temer causou a maior destruição de empregos em 25 anos

A parcela da força de trabalho brasileira com alguma atividade chegou atingir em 2017 o menor patamar em mais de duas décadas. Nem nas sucessivas crises dos anos 1990, nem durante a turbulência que levou o país pela última vez ao FMI (em 2002), tampouco durante os efeitos da crise financeira global de 2009, a ocupação tinha sido tão abatida como na recessão de agora.

Alguns economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) reconstruíram a série de mercado de trabalho até 1992, permitindo comparar os dados atuais com os dos últimos 25 anos e a primeira análise extraída dessa base de dados foi a conclusão de que a destruição de empregos é mais severa na crise atual e persiste mesmo com os sinais mais recentes de estancamento da retração do PIB, no primeiro trimestre.

O percentual médio da força de trabalho que se declarou ocupada, em empregos com carteira assinada, informais, por conta própria e até como empregadores, recuou para 86% entre janeiro e abril deste ano. A força de trabalho inclui ainda os desempregados que procuram trabalho recentemente.

Antes disso, o mais baixo percentual observado na série ocorreu em março de 2002 (89%), em meio à crise de confiança provocada pela vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. A atividade econômica também estava enfraquecida pelo racionamento de energia ocorrido um ano antes, no governo FHC.

Um dos economistas da FGV afirma que, no passado, foram breves os períodos em que a população ocupada recuou. Agora, a queda ocorre de maneira contínua desde o início de 2015. Ele ainda afirma que o aumento do salário mínimo agravou a situação, pois impôs reajustes do piso em um ambiente já desanimador na produção. O custo do trabalho formal passou a ser muito alto.

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