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Reestruturação do BNB pode gerar centenas de descomissionamentos

Crédito: Seec Pernambuco
Seec Pernambuco Uma semana depois de garantir aos representantes dos bancários que a reestruturação em estudo não causaria impactos para os trabalhadores, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) anunciou, na quarta-feira (10), mudanças que reduzem a estrutura do banco, podendo levar à extinção de dezenas de comissões e gerar centenas de descomissionamentos.

Reunidos nesta quinta (11), na sede do Sindicato, em Recife, os representantes dos sindicatos que compõem a Comissão Nacional dos Empregados do BNB estavam indignados. Segundo ele, um ofício já foi encaminhado à diretoria do BNB, solicitando reunião no próximo dia 15, quando também será realizado um grande ato em frente à sede do banco no Passaré, em Fortaleza. Também será construído um Dia Nacional de Luta contra as mudanças anunciadas pelo banco.

Desrespeito

A última negociação com a direção da empresa foi realizada nos dias 3 e 4. Durante o encontro, o BNB afirmara que o primeiro modelo de reestruturação seria apreciado nas próximas duas semanas e que não haveria comandos para prejudicar funcionários.

No mês passado, os representantes dos trabalhadores também participaram de um seminário, a convite do banco, no qual o próprio presidente da instituição, Ari Joel Lanzarin, garantiu que nada seria feito sem debate com as entidades sindicais.

A reestruturação

O projeto chegou aos empregados por mensagem eletrônica. As mudanças preveem, entre outras coisas, a redução de 56 Gerências Executivas. As Cenops, CROs e Centrais Operacionais para o Setor Público serão extintas. Suas funções passarão a ser realizadas por Centrais de Crédito ao Cliente, com redução de dez para quatro unidades.

Para Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional de Funcionários do BNB e diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, o banco deveria se preocupar com a reestruturação da própria direção, já que "existem ainda quatro remanescentes de gestões passadas, sobre os quais pesam a suspeição de danos financeiros e operacionais ao banco".

Antônio Galindo, representante do Sindicato dos Bancários da Bahia e da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, ressalta, ainda, que "sequer há garantias de que as mudanças anunciadas vão se reverter, de fato, em melhoria na celeridade dos processos operacionais".

Diante da postura do banco, os bancários prometem uma resposta à altura. "Nós fomos desrespeitados e não podemos ficar calados diante disso. Não vamos aceitar redução de remuneração nem qualquer mudança na cultura organizacional e familiar dos trabalhadores", afirma o representante do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Robson Luís.

19º Congresso

Também foi pauta da reunião da Comissão Nacional dos Funcionários a organização do 19º Congresso dos Trabalhadores do BNB. O evento acontece nos dias 24 e 25 de maio, em Teresina, Piauí. "O Congresso será um espaço privilegiado para que a gente organize nossa luta contra a reestruturação", afirma o diretor do Sindicato de Pernambuco, Fernando Batata.


Fonte: Contraf/Seec Pernambuco
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