Reformas no governo faz desempregados aceitarem salário menor e serviços temporários
De acordo com uma pesquisa internacional, o trabalhador brasileiro está entre os que mais aceitariam mudar de profissão para voltar ao mercado de trabalho. A pesquisa foi feita em 33 países e cerca de 13 mil pessoas responderam ao questionário.
O Brasil é o primeiro colocado quando o assunto é aceitar um contrato temporário para não ficar desempregado: 92% dos entrevistados disseram que sim. Mais da metade disse que aceitaria ganhar menos para continuar empregado e quase todos estariam dispostos a passar por um treinamento para conseguir um novo emprego.
“Isso se deve ao fato da demora maior, do longo período que essas pessoas ficam no mercado em função do cenário e do número de pessoas. Outro motivo, seria o fato das contas continuarem chegando, então em determinado ponto, as pessoas acabam flexibilizando esses pontos justamente para ter algum retorno, para conseguir sobreviver de fato”, explica Silvana Barros, consultora de carreira da Randstad.
Rogério trabalhou durante mais de 10 anos na área de projetos de produtos em grandes empresas, mas foi demitido. Passou 8 meses desempregado e agora conseguiu uma oportunidade na área de vendas.
“Hoje eu acho que as duas coisas se complementam muito bem. A gente precisa vender um monte de coisas todos os dias, vender um projeto novo, vender uma ideia nova, então, isso tudo vem agregar para qualquer que seja o cargo, qualquer que seja a função que a gente vá exercer”, diz.
Com a atual situação governamental a população está a cada dia que passa buscando outros métodos para sustentar a família e pagar as contas. Com a reforma trabalhista, e outras demais mudanças, a situação só tende a piorar, e sair da sua área de trabalho para ter alguma renda será a atitude da maioria dos cidadãos.
