Resolução da CTB aprovada na Assembléia da Caixa no Rio de Janeiro
Entretanto, com uma das maiores greve dos últimos tempos na Caixa Econômica Federal, essa proposta tornou-se insuficiente face às expectativas criadas, dentre outras, sobre a justa distribuição de uma parcela da alta lucratividade alcançada pela empresa fruto do trabalho de todos os seus empregados, sem discriminação; expectativas de se resolver as injustiças ainda presentes nos planos de cargos e salários, tais como a dos auxiliares de serviços gerais; expectativas de uma relação mais democrática para com os seus empregados e a conseqüente anistia dos dias parados que pesam na vida funcional de companheiros que legalmente exerceram seu direito de greve assegurado na Constituição Federal.
Frustradas estas expectativas, repudiamos as práticas adotadas pela direção da Caixa na campanha salarial 2008, que optou por não debater de forma respeitosa e buscar solução para o conjunto das reivindicações apresentadas pelos empregados. A direção da Caixa, através de mecanismos de pressão, tenta impor uma derrota aos seus trabalhadores e, ao fazê-lo, repete algumas práticas do período de FHC, de triste memória, que julgávamos superadas da cena do nosso cotidiano, demonstradas com a não valorização do corpo funcional, tendo como conseqüência a fragilização da Caixa em seu papel de banco público, indutor de desenvolvimento, da geração de emprego e renda.
Assim, com a maioria dos companheiros em todo o país voltando ao trabalho, não nos resta outra alternativa senão encerrar a greve no Rio de Janeiro, autorizar o Sindicato a assinar o Acordo Salarial e continuar a construção da nossa heróica luta por um mundo mais justo e mais humano.
Por fim, saudamos a todos os valorosos companheiros que contribuíram decisivamente na construção da maior greve dos bancários nos últimos anos, por sua disposição de luta e perseverança nesses 17 dias de greve na certeza que novas lutas virão.
A assembléia aprovou o seguinte adendo ao documento:
"Que se rediscuta a tática da mesa de negociação unificada, valorizando questões como o índice de reajuste e cláusulas específicas".
