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Salvador celebra Dia de Combate à Intolerância Religiosa

Religiosos de matriz africana, indígena, espíritas, budistas, islâmicos, dentre outros, participam nesta quinta-feira (21/01), de um ato plurirreligioso no Espaço Cultural da Barroquinha, ao lado do Cine Glauber Rocha, para celebrar o Dia Nacional de Combate à Intolerância. O evento, que começa às 14h, está sendo promovido pela União de Negros pela Igualdade (Unegro).

Além das manifestações em defesa da livre escolha de culto, o ato contará com a presença de africanos e haitianos, quando será feito um desagravo ao povo do Haiti, onde será reforçada a campanha em favor das vítimas do terremoto do dia 12 de janeiro.


O Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído em 2004, por iniciativa da vereadora Olívia Santana, in memória da Ialorixá Mãe Gilda do Terreiro Ilê Axé  Abassá de Ogum, em Itapuã. Em 21 de janeiro de 2000, Mãe Gilda morreu de um enfarte fulminante, vítima da intolerância religiosa. Seu terreiro foi invadido por indivíduos que se consideram cristãos, com o pretenso objetivo de “exorcizá-la”.


A iniciativa da vereadora serviu de inspiração para que o deputado Daniel Almeida apresentasse um PL na Câmara Federal que instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, Lei 11.635/07.

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