Santander pretende abrir agências voltadas ao agronegócio em 2017
O Santander pretende abrir de oito a dez agências voltadas ao agronegócio na primeira metade deste ano, reiterou o presidente do banco, Sergio Rial, em apresentação a analistas na da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec). “Chegamos a R$ 9 bilhões na carteira de crédito do agronegócio e vamos interiorizar o Santander”, afirmou o executivo.
De acordo com Rial, o Brasil continuará a ser uma potência agrícola e o banco precisa estar preparado para atender esse segmento. A entidade bancária começou a reformular sua estratégia para o agronegócio no ano passado, quando contratou 40 agrônomos.
Para este ano, estão previstas a criação das agências dedicadas ao segmento e a especialização dos gerentes. A carteira do Santander para o setor cresceu 47,7% em 2016, para R$ R$ 8,9 bilhões, na comparação com o ano anterior.
Selic
Durante o evento, o economista-chefe do Santander, Maurício Molan, afirmou que a queda da taxa Selic — que deve terminar o ano ao redor de 9%, segundo as projeções do banco — vai aliviar a conta de juros de empresas e famílias. Isso, por sua vez, será importante para a retomada do crescimento da economia.
O banco projeta inflação de 4% neste ano — abaixo, portanto, da meta de 4,5% com a qual o BC trabalha. A expectativa do grupo bancário global é de um crescimento de 0,7% do PIB e de uma taxa de câmbio de R$ 3,75 no fim do ano.
