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Santander será ouvido em audiência pública na Câmara

Apesar da grande expectativa dos funcionários, o Santander ainda não agendou data para a continuidade das negociações do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010 e do Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente ao exercício de 2009. A rodada marcada para o dia 22 de outubro foi cancelada pelo banco na véspera.

As entidades sindicais enviaram carta no dia 28 de outubro cobrando negociações e prorrogação dos aditivos do Santander e Real, vencidos no dia 30 de outubro, até a assinatura do novo instrumento coletivo. Até agora, porém, o banco não remeteu resposta.

Audiência pública nesta quinta

Enquanto não dialoga, o presidente do Santander Brasil, Fábio Barbosa, será ouvido nesta quinta-feira, dia 5, às 9 horas, em audiência pública, no plenário 3, da Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre as demissões de trabalhadores e o descaso com os aposentados do banco.

Além de Barbosa, foram convidados a participar do debate os presidentes da Contraf, Sindicatos dos Bancários de São Paulo e Porto Alegre, Afubesp, Afabesp e o coordenador da Comissão Nacional de Aposentados do Banespa.

A reunião é promovida pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e a Comissão de Legislação Participativa, a partir de requerimento feito, em junho, pela deputada federal e ex-senadora Emilia Fernandes (PT-RS), após ter recebido uma carta da Contraf denunciando a ocorrência de demissões, o pagamento de bônus para executivos e de PLR rebaixada para os trabalhadores, e o desrespeito com os aposentados.

O balanço do terceiro trimestre de 2009 mostra que o banco espanhol fechou 2.301 postos de trabalho entre setembro do ano passado e o mesmo mês deste ano - de 54.415 para 52.114, uma redução de 4,2%. Ao mesmo tempo, a quantidade de clientes aumentou 6,1%, de 20.609 para 21.856, o que revela que a sobrecarga de trabalho que já era grande ficou ainda maior.


Fonte: Seeb São Paulo
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