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Saques superam depósitos na poupança pelo quarto mês seguido

De acordo com o banco Central (BC), a caderneta de poupança marcou mais um mês com saque líquido dos recursos, o quarto consecutivo. Os saques líquidos somaram R$ 1,270 bilhão em abril, após uma perda de R$ 4,996 bilhão em março.

No ano, os saques superaram os depósitos em R$ 18,672 bilhões, contra R$ 32,296 bilhões em igual período do ano passado. Em abril de 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 8,246 bilhões. Nos 12 meses até abril, os saques são de R$ 27,078 bilhões, recuando dos R$ 34,53 bilhões nos 12 meses até março.

O resultado de abril não foi ainda pior em função do ingresso de R$ 3,711 bilhões no último dia útil do mês, pois até o dia 27, as saídas líquidas somavam R$ 4,982 bilhões. Em 2016, a poupança encerrou com saque de R$ 40,701 bilhões, vindo de uma perda líquida de R$ 53,567 bilhões um ano antes. Em 2014, a poupança tinha registrado captação de R$ 24,034 bilhões, após o recorde de R$ 71,47 bilhões de 2013.

Os fatores que justificam os saques permanecem os mesmo, com o menor crescimento da renda do trabalhador e o aumento do desemprego. A Selic, mesmo após a redução para 11,25% ao ano, ainda tira atratividade da caderneta, que perde em termos de rentabilidade para outros investimentos mesmo considerando a isenção do Imposto de Renda.

Os números também sugerem que os saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não estão sendo destinados à tradicional caderneta, ou que, mesmo com esses recursos, a necessidade de sacar reservas para pagar as despesas do dia continua elevada, mesmo que em menor intensidade em comparação com os últimos anos.

Uma nova preocupação surgiu, pois a reforma trabalhista que está em andamento prevê um nova modalidade de demissão, negociada entre patrão e empregado, que possibilitaria o saque de até 80% do saldo do FGTS.

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