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Sem acordo, trabalhadores dos Correios entram em greve nacional

Em assembleias realizadas em diversos estados, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em todo o país decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira (14).

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Aderiram à paralisação as principais capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, entre outros. Entre os 35 sindicatos da categoria de todo o país, 34 já confirmaram a adesão.

O motivo da greve, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect),  é o posicionamento da empresa, que acenou com uma contraproposta que não atende as necessidades da categoria, que acima de tudo, exige valorização.

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial real de R$ 400, do vale-refeição e alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%, dentre outras reivindicações. De acordo com a Fentect, os Correios ofereceram reposição da inflação de 6,87%, abono salarial de R$ 800 e vale alimentação de R$ 25.A empresa acenou com uma proposta, que já foi rejeitada, de reajuste de 6,87%, aumento linear de R$ 50 no salário, um abono de R$ 800 (se a proposta for aprovada até sexta-feira) e reajuste de 8,7% no vale alimentação.

Mobilizações

No Rio de Janeiro, a greve foi decidida em assembleia na avenida Afonso Cavalcante. O Sintect/RJ informa que 5 mil trabalhadores participaram. Na ocasião, ficou aprovada a realização de passeata nesta sexta-feira (16), a partir das 12 horas, na Candelária, passando pela Rio Branco, até a Cinelândia.

Já no Rio Grande do Norte a paralisação foi decidida em assembleia com a participação de cerca de 200 trabalhadores. De acordo com a primeira avaliação do sindicato, feita no início da manhã desta quarta-feira, a greve na região metropolitana de Natal já conta com a adesão de 70 por cento da categoria; em Caicó, a paralisação é de 100 por cento; em Currais Novos, de 70 por cento; em Mossoró, 80 por cento.

Em São Paulo, a assembleia realizada no CMTC Clube (zona norte da cidade) foi uma das mais representantivas dos últimos tempos. Cerca de 4 mil trabalhadoras e trabalhadores dos Correios de São Paulo e  Sorocaba decidiram pela greve.As cidades como Santo e Campinas decretaram greve, como na capital, grande SP e ABC.Uma nova aasembleia acontece nesta quarta-feira (14), a partir das 15 horas.

O diretor de comunicação do Sintect-SP e dirigente da CTB, Adroaldo Negreiros, destacou que a expectativa dos trabalhadores é que as negociações avancem. “Estamos acreditando no bom senso da empresa. O movimento está muito forte e apenas aqui em São Paulo a adesão foi de 75 a 80% dos trabalhadores. Nossa perspectiva é que a empresa apresente uma até a realização da Assembleia Geral da categoria para avaliar o movimento grevista, marcada para as 15 horas de hoje”.

O diretor de comunicação ressaltou ainda importância da 'adesão' da população ao movimento. “É muito importante o apoio da população que quer um correio público de qualidade. O movimento acontece no sentido de promover uma maior valorização dos trabalhadores, e consequentemente, avançar na construção desse correio de qualidade”.

Em todo o país, 110 mil funcionários trabalham para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, sendo que de 50 a 55 mil são carteiros, de acordo com dados da Fentect.

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