Sem proposta da Petrobrás, FUP convoca petroleiros para intensificarem mobilizações em agosto
Às vésperas do início das negociações da campanha salarial, a Petrobrás revoltou a categoria ao pagar na surdina uma "gratificação" aos gerentes, consultores, supervisores e coordenadores. Além de desrespeitar e desvalorizar todos os demais trabalhadores, o abono pago aos "amigos do rei" é um insulto, principalmente, aos milhares de terceirizados que desde o ano passado aguardam uma solução dos gestores da Petrobrás para impedir os constantes calotes, atrasos de salários e ataques de direitos que sofrem das empresas contratadas. Além de continuar alegando dificuldades para resolver esta questão, a Petrobrás sequer respondeu a pauta salarial da categoria, na reunião do dia 27.
A FUP, portanto, está convocando os trabalhadores a intensificarem as mobilizações que tiveram início esta semana, com atrasos e concentrações na entrada do expediente, e uma parada de advertência de duas horas no próximo dia 13. As mobilizações serão retomadas no dia 9 em todas as bases da Federação. Vamos responder à altura a provocação da Petrobrás e exigir respeito aos trabalhadores que são os principais protagonistas do passado, presente e futuro desta empresa.
Pauta econômica
Este ano, serão discutidas com a Petrobrás somente as cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho, que têm validade até 31 de agosto. As cláusulas sociais do ACT (benefícios, regimes, jornadas, condições de trabalho, SMS, relações sindicais, etc) só serão objeto de negociação no próximo ano, pois têm validade até agosto de 2011.
A pauta de reivindicações foi aprovada durante a II Plenária Nacional da FUP, realizada de 03 a 05 de junho em Brasília, e referendada recentemente nas assembléias. Os trabalhadores reivindicam reposição do ICV-Dieese de setembro de 2009 a agosto de 2010, 10% de ganho real, extensão do adicional de áreas remotas que é praticado pelo E&P para as demais unidades da empresa, entre outras questões. Acesse aqui a íntegra da pauta de reivindicações econômicas.
Mobilizações já começaram
