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Sergipanos definem ação para o Dia Nacional de Luta (31)

O Dia Nacional de Luta rumo à Greve Geral será de protesto em Aracaju (SE). As centrais sindicais – CTB-SE, CUT-SE, UGT-SE e Conlutas e sindicatos filiados -, a Frente Sergipana Brasil Popular e os movimentos sociais irão às ruas para dizer não ao desmonte da Previdência Social, não à reforma trabalhista e não à terceirização irrestrita. A manifestação está marcada para as 15 horas, na Praça General Valadão, onde haverá um ato público seguido de uma caminhada pelas principais ruas do centro da capital sergipana. “Enquanto o governo Temer insistir em retirar direitos e conquistas dos trabalhadores e mantiver essa política lesiva ao povo brasileiro, nós não sairemos das ruas”, alertou Edival Góes, presidente da CTB-SE.

Para o dirigente sindical, essa é a hora de o cidadão demonstrar sua indignação com os projetos que estão em tramitação no Congresso Nacional, como a Reforma da Previdência e Trabalhista, e o que já foi aprovado pelos deputados federais, a exemplo da terceirização ampla que destrói conquistas históricas do povo brasileiro. “Esse projeto de lei, que a Câmara Federal aprovou a toque de caixa e repique de sino, é um engodo. Os trabalhadores terceirizados são explorados, estão mais sujeitos a acidentes de trabalho e têm uma carga horária maior por salários menores”, disse Góes. O presidente da CTB-SE afirmou ainda que a terceirização, da forma que foi aprovada pelos deputados federais, só beneficia o empresário que lucra pagando pouco pela mão de obra contratada.

Dois parlamentares de Sergipe - André Moura (PSC), líder do governo no Congresso, e Laércio Oliveira, do Solidariedade, dono de duas das maiores empresas de terceirização do estado -, votaram a favor do PL. Outros cinco parlamentares votaram contrários à proposta. “A população sergipana precisa saber quem votou favorável à precarização do trabalho. Precisa saber também quem está do lado do governo Temer e quer acabar com a aposentadoria. Por isso, iremos às ruas denunciar mais um golpe desse governo ilegítimo contra o trabalhador”, enfatizou Góes.

A CTB-SE e os sindicatos filiados à entidade já iniciaram um processo de mobilização de suas bases, convocando trabalhadores e trabalhadoras urbanos e rurais a participarem do protesto. Na última manifestação promovida pelas centrais sindicais e Frente Sergipana Brasil Popular, no dia 15 de março, mais de 10 mil pessoas foram às ruas dizer não ao governo Temer.

Niúra Belfort - CTB-SE

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