Setor bancário cria 9.048 novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2010
Os dados sobre emprego no setor bancário, neste primeiro semestre de 2010, integram a sexta edição da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), desenvolvida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Essa pesquisa acompanha a evolução do emprego nas instituições bancárias, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e do Emprego.
De acordo ainda com a PEB da Contraf – Dieese, a remuneração média dos trabalhadores admitidos foi de R$ 2.187,76, diante de R$ 3.531,15 daqueles que foram desligados, o que representa diferença de 38,04%. Os números apontam que a região Norte registrou o menor saldo no emprego, com a criação de 339 postos de trabalho no primeiro semestre deste ano. No extremo oposto aparece a região Sudeste, com 6.713 novos postos de trabalho.
Em 2010, o saldo do emprego bancário é favorável às mulheres, com 4.896 novas vagas criadas. Para os homens, o saldo foi de 4.152. Percentualmente, homens e mulheres representaram 50% das admissões, enquanto houve maior diferença no caso dos desligamentos, que foi de 52% entre os homens e de 48% para as mulheres.
Em relação à remuneração média das mulheres, os valores pagos tanto para as admitidas quanto para as desligadas são inferiores aos dos homens. A pesquisa da Contraf/CUT – Dieese revela que as trabalhadoras desligadas saíram do banco com rendimento médio de R$ 2.865,56, valor 28,52% inferior ao auferido pelos homens (R$ 4.090,26). A mão de obra feminina admitida entra no banco com remuneração média de R$ 1.800,98, enquanto os admitidos do sexo masculino recebem o equivalente a R$ 2.573,23: diferença de 30,04%.
A movimentação do pessoal nos bancos por faixa etária revela que mais de 42% dos admitidos têm entre 18 e 24 anos. Dos mais de 27 mil bancários admitidos em 2010, aproximadamente 19 mil têm idade entre 18 e 29 anos, o que mostra que os bancos buscam pessoas jovens, principalmente, para o seu quadro de pessoal. Observa-se, no entanto, um movimento inverso em relação aos desligados, já que a maioria desses desligamentos ocorreu entre os mais velhos, como no caso dos que têm mais de 30 anos (11 mil demissões).
