Sindicato da Bahia promove ato em homenagem aos bancários
Foi exatamente em um dia 28 de agosto, mas em 1951, que a categoria bancária encerrou uma das greves mais impactantes da história. Graças a ela, muitas conquistas vieram, como a redução da jornada de trabalho, hoje em seis horas, a fundação do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e a assinatura de uma convenção coletiva, referência internacionalmente.

Nesta segunda-feira (28/08), um ato realizado no Banco do Brasil do Comércio relembrou a data, atualmente reconhecida com o Dia do Bancário. Teve bola, bolo e repentistas para animar a mobilização, que chamou a atenção de bancários e clientes, como a aposentada Sônia Dantas.
"Eu acabei de fazer uma transação que, sem a ajuda de um bancário, eu não conseguiria fazer. Sem eles, nós não somos nada", disse. Posicionamento semelhante ao do funcionário público, Almiro Borges. "Eles (os bancários) são atenciosos e gentis. São muito importantes para nós".
Apesar de reconhecidos pela população, os bancários sofrem na mão da direção dos bancos. Para um empregado do Bradesco, o melhor presente seria mais mobilização contra os desrespeitos. "Eu quero mais greve, mais mobilizações por todo o país". Já para o funcionário do BB, Paulo Bahia, um aumento no quadro de pessoal melhoraria a situação nas agências.
Paulo tem razão. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, a situação nos bancos vai de mal a pior. "A categoria perdeu 20 mil postos de trabalho nos últimos dois anos. E mais. É comum notarmos agências abarrotadas, o trabalhador sendo chamado a vender título de capitalização, planos de previdência e metas inatingíveis. Além da falta de segurança gritante".
SEEB-BA
