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Sindicatos realizam assembleias para avaliar minuta de reivindicações

Termina na próxima segunda-feira, dia 30 de julho, o prazo para os sindicatos realizarem assembleias para avaliação do pré-acordo e da minuta mínima unificada da campanha salarial 2012, definida pela 14ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorreu no último fim de semana, em Curitiba (PR). As principais reivindicações aprovadas foram índice de reajuste salarial de 10,25% (reposição da inflação mais 5% de aumento real), PLR de três salários mais R$ 4.961,23 fixos, piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38), fim das metas abusivas e combate ao assédio moral, Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) para todos os bancários, cumprimento da jornada de seis horas, mais segurança nas agências e postos bancários, previdência complementar para todos os trabalhadores do sistema financeiro e contratação total de remuneração, o que inclui a parte variável.

Na plenária final da Conferência, quatro propostas de índices de reajuste foram apresentadas. A Intersindical, a Articulação de Esquerda, o grupo Bancários Podem Mais e a Conlutas defenderam um reajuste de 22%, equivalente à inflação do último ano, perdas acumuladas nas negociações anteriores com a Fenaban e 10% por conta da rentabilidade dos bancos. O percentual de 15% (10% de aumento além da inflação) foi defendido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a corrente CUT Socialista e Democrática (CSD). Já a corrente Fórum do Interior defendeu um reajuste de 12% (7% de aumento além da inflação). Na votação, prevaleceu o índice proposto pela Articulação Bancária e a Unidade Sindical, de 10, 25%. O índice de reajuste aprovado frustra os bancários e não reflete os grandes lucros que os bancos têm obtido neste ano, além de não contemplar as perdas inflacionárias dos trabalhadores, especialmente, dos bancos públicos.

Sobre a PLR, a Intersindical defendeu a reivindicação de distribuição linear de 25% do lucro líquido de cada banco, mas a proposta aprovada segue o modelo dos anos anteriores: três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
Os bancários da CTB defenderam e a distribuição de 20% de forma linear do lucro líquido na PLR.

Principais reivindicações

* Reajuste salarial de 10,25% (inflação projetada de 4,97% + 5%).

* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.

* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).

* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.

* Auxílio-refeição e vale-alimentação: cada benefício com valor do salário mínimo nacional (R$ 622,00).

* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.

* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.

* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.

* Mais segurança nas agências e postos bancários.

* Previdência complementar para todos os trabalhadores.

* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.

* Igualdade de oportunidades. 
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