Sindicatos realizam assembleias para avaliar minuta de reivindicações
Na plenária final da Conferência, quatro propostas de índices de reajuste foram apresentadas. A Intersindical, a Articulação de Esquerda, o grupo Bancários Podem Mais e a Conlutas defenderam um reajuste de 22%, equivalente à inflação do último ano, perdas acumuladas nas negociações anteriores com a Fenaban e 10% por conta da rentabilidade dos bancos. O percentual de 15% (10% de aumento além da inflação) foi defendido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a corrente CUT Socialista e Democrática (CSD). Já a corrente Fórum do Interior defendeu um reajuste de 12% (7% de aumento além da inflação). Na votação, prevaleceu o índice proposto pela Articulação Bancária e a Unidade Sindical, de 10, 25%. O índice de reajuste aprovado frustra os bancários e não reflete os grandes lucros que os bancos têm obtido neste ano, além de não contemplar as perdas inflacionárias dos trabalhadores, especialmente, dos bancos públicos.
Sobre a PLR, a Intersindical defendeu a reivindicação de distribuição linear de 25% do lucro líquido de cada banco, mas a proposta aprovada segue o modelo dos anos anteriores: três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Os bancários da CTB defenderam e a distribuição de 20% de forma linear do lucro líquido na PLR.
Principais reivindicações
* Reajuste salarial de 10,25% (inflação projetada de 4,97% + 5%).
* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.
* Auxílio-refeição e vale-alimentação: cada benefício com valor do salário mínimo nacional (R$ 622,00).
* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
* Mais segurança nas agências e postos bancários.
* Previdência complementar para todos os trabalhadores.
* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.
* Igualdade de oportunidades.
